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Ponto de inclinação

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O 15 de março de 2017 está se configurando como forte marco na disputa da narrativa política no Brasil. Mais de um milhão de pessoas ocuparam as ruas das capitais e de diversas cidades do país em protesto contra a proposta de Reforma da Previdência. A reboque, outros itens ampliaram a pauta das mobilizações.  É perceptível o ponto de inflexão. O tema configurou o que chamaria de uma agenda-setting às avessas, que saltou das redes para as ruas. No tema Previdência, a batalha pela opinião pública está sendo perdida pelo jornalismo corporativo.  Aos fatos. Minhas análises ainda estão em curso no que confere aos influenciadores nas redes (players individuais e coletivos), mas algumas pistas já se apresentam. A organização das manifestações de 15/03 não teve espaço na mídia corporativa nas edições da semana que precedeu a mobilização. Pelo contrário, a pauta monocórdia nos principais órgãos da imprensa hegemônica foi na direção contra-narrativa à convocatória. O dep...

Daniel Blake é a representação do drama de milhões de pessoas

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Após sofrer enfarte, um homem quase sexagenário tenta desesperadamente conseguir o benefício do governo inglês porque está impedido de trabalhar. O carpinteiro viúvo Daniel Blake é um número a mais no registro da pesada burocracia do Estado. Luta contra os micropoderes constituídos para provar o óbvio. O desafio é adentrar na labiríntica máquina estatal que terceiriza à iniciativa privada o poder de decidir sobre a sobrevivência de seres humanos. No decorrer da sua jornada inglória, Blake conhece Katie, desempregada de 35 anos e mãe de Dylan e Dayse. Ela busca desesperadamente uma alternativa à sobrevivência com seus filhos. Prestes a irem para um albergue de desabrigados em Londres, a família opta por residir num alojamento a 480 quilômetros da capital. O carpinteiro os socorre e oferece apoio enquanto gasta as parcas economias para quitar as contas que se acumulam. Dores e dramas se juntam. Na trilha kafkaniana que percorre, Blake se depara com sua inabilidade em proced...

Pigs, do disco Animals, uma dos marcos históricos do rock progressivo. Pink Floyd para sempre

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Quando a vida passa diante dos olhos

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Uma tarde com Julian Assange, o hacker que tirou o sono do governo estadunidense. Veja a íntegra da entrevista exclusiva concedida por Julian Assange ao editor do Nocaute, Fernando Morais.

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Snowden. Ou o fim da utopia cibernética

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O subtítulo é uma díade que caprichosamente deixa a resposta com a audiência, Herói ou traidor. Snowden, mais uma obra do cinema político do diretor Oliver Stone, conta a saga do ex-técnico da CIA e da NSA, o analista de sistemas Edward Snowden, que hoje vive exilado na Rússia. Aos 29 anos, o caçador de hackers da Agência Nacional de Segurança estadunidense entendeu que o trabalho que realizava integrava um grande panóptico internacional promovido pela maior potência econômica e militar do planeta. O jovem programador resolveu vazar a trama para dois grandes veículos internacionais de imprensa, o jornal norte-americano Whashington Post e o diário londrino The Guardian . A atitude provocou grave crise diplomática envolvendo nações de quase todos os continentes. E pôs a diplomacia dos EUA em xeque diante de denúncias que provocaram ainda mais fissuras nas placas tectônicas da geopolítica mundial.        Ninguém esta a salvo da treta owerlliana. O filme demo...

Malabarismo narrativo para passar recibo

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Mais uma vez a Rede Globo disponibilizou sua artilharia de mídia a serviço do recrudescimento do golpe de abril deste ano. Tanto o canal aberto quanto a Globo News se constituíram em panfletos de convocação à patuscada fascista registrada em diversas capitais que, ao fim e ao cabo, ficou aquém do previsto.   Onde se esperava multidões, não foi registrado.  A estratégia de propaganda consistiu em câmeras postadas em torno de 10 a 15 metros de altura para enquadrar aglomerados de pessoas com o fito de dar grande dimensão ao espetáculo circense-fascista. Assim se procedeu em São Paulo e Curitiba.  Em outros locais, os registros foram no chão. Enquadramentos estrategicamente dimensionados para captar faixas e bonecos inflados que remetiam aos clichês de patuscadas passadas. "Fora Dilma"; "Prisão para Lula"; "Viva Moro" etc.  Nenhum registro de desagravo ao ilegítimo e corrupto Temer. Até mesmo porque este não era o intento das hordas fascistóide...