quarta-feira, 28 de setembro de 2011

PSD confirma a acefalia politica Brasileira!

Por Andre Luis Novais (@zededao2010)


Já diziam nos auges de 1835, pela voz escrita do Sentinela da Liberdade: “papel que me enjoa ler por me cheirar aguardente, a bafo de Aristocracia bandalho e cantiga de Maroto desprezível, um poucas Letras e muito servilismo e inimizade a nossa Independência, Liberdade e federação verdadeira e solida”...Evoco aqui palavras do memorável Brasileiro e herói das letras e da Opinião Publica : “Cipriano Barata”.
Esta evocação a Cipriano Barata no auge da construção do Brasil como uma Nação, vem para elucidar o que vivemos em nossa politica hoje!
Com Lula encontramos o caminho de fato para construir um país mais justo e mais social, só que neste pacote deparamos com a verdadeira Devassa partidária de interesses esdrúxulos sem ideais e sem contribuição para está construção e está nova dinâmica Brasileira.
O PSD de Kassab é sem duvidas o resultado mais escracho desta nova realidade. PSD não é uma caminho é uma bifurcação, entre os “DEM” que declararam guerra ao Governo Lula e os EX-DEM que acharam este caminho equivocado e fundaram o “Mais do Mesmo”, só que de uma forma mais moderada e menos abrangente.
Declarar GUERRA ao governo da forma que o DEM fez realmente foi um caminho errado e equivocado, e que de fato culminou na criação de mais um partido politico, mas que partido é esse? Para quem ? e por quem?
Agora pouco saiu o que o fundador do partido, Gilberto Kassab, chamou de: “Manifesto ao Povo”, na verdade eu chamaria de desafeto ao Povo, simplesmente porque o partido não é uma aspiração de fora do poder, o partido de Kassab nasce membrado do “resto” dos partidos que já estavam em processos de falência. Pergunte se alguém se desfilou do PT para ir ao além –mar do PSD?
Falo isso sem o menor pudor de cometer qualquer erro futuro, não podemos deixar que eles se apresentem como consenso ou “centro”, como solução ou alternativa o PSD é sem duvidas o “Mais do Mesmo”....

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Artigo de Marcos Coimbra: A corrupção e a opinião pública


É sempre necessário conhecer o que pensam os cidadãos sobre os temas em debate no meio político. A opinião pública pode não ser a dimensão fundamental na democracia, mas é uma das mais importantes.
Suas preocupações e prioridades coincidem, muitas vezes, com as dos políticos e as da imprensa. Em outras, no entanto, não são as mesmas.
A corrupção, por exemplo. Deve ter sido a palavra mais usada no Congresso e na mídia nos últimos meses.
A temporada começou com as denúncias contra Palocci e não se encerrou. Pelo contrário. Outros ministros caíram, dezenas de funcionários foram demitidos.
Os partidos de oposição, como é natural, se aproveitaram desses casos para focar o discurso. Seria ilógico que desperdiçassem a oportunidade, apesar do telhado de vidro e de saberem, no íntimo, que enfrentariam dificuldades parecidas às de Dilma, se tivessem vencido a eleição.
A mídia oposicionista avaliou que esse era um flanco a explorar no ataque a seu inimigo figadal, o “lulopetismo”. Deu-lhe, portanto, farta cobertura (mas, como sempre, sem dedicar uma linha a quem corrompe).
Ao longo do mês, um terceiro elemento (não separado dos anteriores) entrou em cena. A partir do Sete de Setembro, foram tentadas algumas manifestações de protesto civil contra a corrupção, das quais a maior ocorreu em Brasília. Todas foram modestas.
A mais recente, que aconteceu esta semana no Rio de Janeiro, chegou a ser patética, apesar do espaço que sua preparação recebeu nos veículos do maior grupo de comunicação da cidade (e do país) e da simpatia com que foi tratada. Só faltou convocar a população, explicitamente, a participar do evento.
Apenas 2,5 mil pessoas apareceram, entre manifestantes — a maioria motivada por outras questões — e a turma que costuma circular no centro das grandes cidades. Alguns empunhavam as velhas vassouras do pior udenismo.
Nada de semelhante às manifestações de massa em outros países. Do mundo árabe à Europa, passando pelo Chile e chegando aos Estados Unidos, grandes e entusiasmados protestos, especialmente de jovens, tornaram-se parte decisiva do processo político.
Uma das razões que explicam a baixa adesão popular aos protestos anticorrupção no Brasil é o lugar que o tema possui na hierarquia dos problemas nacionais. Ele está longe de ser prioritário para a vasta maioria da população.
Em pesquisa realizada há dois meses pela Vox Populi, foi pedido aos entrevistados que dissessem quais os três principais problemas do país (em pergunta espontânea, i.e. sem exibir lista). Como mais grave, a corrupção foi citada por 5% dos ouvidos e ficou em sexto lugar. Agregando as repostas de quem a colocou como um dos três mais relevantes, permaneceu na mesma posição.
Esses 5% podem ser comparados aos 38% que escolheram a saúde, aos 20% que citaram a segurança, aos 12% que responderam educação, aos 11% que mencionaram o desemprego e aos 5% que falaram em pobreza ou fome. Ou seja, não é uma preocupação central para muita gente.
Não se está aqui dizendo que seja pouco importante. As pessoas se preocupam com a corrupção e acham que é indispensável coibi-la.
Mas não consideram que o problema tenha se agravado ultimamente. Aliás, todas as pesquisas mostram que, quando se pedem comparações entre os governos do PT e do PSDB, a maioria acha que era mais sério antes da vitória de Lula.
Perguntadas sobre qual partido “tem políticos mais desonestos “, as pessoas tendem a dizer “todos” (30%) ou (o que é parecido) não saber qual (36%). PT, PMDB e PSDB empatam, cada um com cerca de 8%, entre os que mencionam algum.
A corrupção não é, portanto, um tema que esteja pegando fogo na opinião pública. E não há, hoje, “culpados” claros por ela (como houve no passado, quando chegou a levar milhões de caras pintadas às ruas).
O mais importante, contudo, é que a grande maioria da população aprova o governo e confia na sua atuação. As pessoas acreditam que a corrupção é um dos muitos problemas que o país têm e que estão sendo enfrentados por Dilma.
É por que a opinião pública pensa assim que a “indignação” mobiliza tão pouca gente. Apesar dos esforços em contrário de alguns (poderosos).
* Marcos Coimbra é sociólogo e presidente do Vox Populi.