terça-feira, 31 de agosto de 2010

Aleluia não será eleito (IV); que vergonha!

Do Site Política com Dedo na Ferida
ARY CARLOS NEGA QUE INPEI TRABALHE PARA O IBOPE

29/ago/2010 . 14:29 | Autor: Seu Pimenta

Em contato com o Pimenta, há pouco, o historiador e dirigente do instituto de pesquisas Inpei, Ary Carlos Nascimento, negou que faça trabalhos para o Ibope, conforme nota abaixo veiculada na edição deste domingo na coluna Tempo Presente, do jornal A Tarde. Dentre outras incoerências, ele aponta que a conversa relatada pela coluna se deu no dia 24 e não 18 de agosto. Ele enviou resposta ao editor da coluna.

“Davidson / Ricardo,
Conheçam a resposta que encaminhamos a Levi Vasconcelos. Como vocês estão repercutindo a notícia, peço que publiquem também a nossa resposta.

Caro Levi,
ontem, às 22 horas, recebi um telefonema de um amigo de Jequié, Capitão Edmar Mende, Superintendente Municipal de Trânsito daquela cidade, alertando-me que hoje teria uma “bomba” em sua conceituada coluna. Quem o informou foi o vereador Roberto Pina, um dos cordenadores da campanha de Lúcio [Vieira Lima] e Leur [Lomanto] em Jequié.

Seguindo rotina diária, ao ler o jornal de hoje deparei-me com a nota em epígrafe. Em respeito a você e a seus milhares de leitores, peço retificação conforme relato a seguir:

Encontrei-me com Cláudio e Gama, assessores do deputado Aleluia, na terça-feira, 24.08, às 14 horas, no hangar da AEROSTAR,( e não com Aleluia) e, como ocorre todas as vezes em que nos encontramos, Claudio perguntou-me como estava o quadro político na Bahia, e eu passei as seguintes informações:

1- No decorrer desta semana deveria ocorrer a divulgação de 03 pesquisas A TARDE com VOXPOPULI, rede Bahia com IBOPE e DATAFOLHA e que o resultado seria a consolidação de Wagner na liderança com o índice entre 49 e 50%, e que Geddel e Paulo Souto estariam estáveis. Eu esperava que se Geddel crescesse alguma coisa, seria no eleitorado de Paulo Souto.

2- Informei que minha empresa estava fechando pesquisa em Cachoeira, Paulo Afonso, Itabuna, Vitória da Conquista, Jequié, Feira de Santana e Salvador, e que esta tendência se mantinha. Inclusive afirmei para ele que esperava também um crescimento de Lídice e Pinheiro, e que provavelmente ambos encostariam e posteriormente passariam Cesar Borges. Ainda me comprometi a pedir a meu cliente autorização para passar os dados de Senador em Paulo Afonso e Feira de Santana, onde Aleluia e Zé Ronaldo lideram.

3- Afirmei que, em minha percepção, após Quinta 26, com o comicio da Castro Alves, Wagner passaria de 55% e Geddel e Paulo Souto cairiam. (vamos aguardar). Ainda passei para o Gama e o Cláudio uma análise do quadro das eleições proporcionais e algumas opiniões a nível de Brasil.

4- Nunca fui terceirizado do IBOPE (me honraria muito sê-lo). Porém, faço campo para outras empresas, que o contrato não me permite revelar. Por fim, estamos no mercado há mais de 15 anos, sou um estudioso do cenário político nacional, e as opiniões que emito são baseadas neste contexto.

Com tudo isto, percebe-se a intenção de criar factóide político, no momento de revés. Lamento ter partido tal informação do Deputado Aleluia, pessoa com quem trabalhei na COELBA, tenho grande apreço e admiração, e considero uma das melhores cabeças do país.

Atenciosamente,

Ary Carlos”

Um palanque à altura de Serra, Paulo Souto, Aleluia e Luiz de Deus




Foi em Adustina, sertão da Bahia, que a gigantesca estrutura foi armada para receber os messias do povo baiano. Vejam que beleza de palanque.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Aleluia não será eleito (III); pego na mentira!


Amplie a imagem para ver a data da publicação

Pego na mentira! E pela segunda vez. A foto que José Carlos Aleluia (DEMO), candidato ao Senado pela coligação demotucana, utilizou para encetar mais um factoíde, tentando provar que o governador Jaques Wagner esteve em contato na semana passada com Ari Carlos, diretor do Inpei, instituto responsável pela coleta de dados do Ibope na Bahia, foi na verdade publicada no dia 12 de maio deste ano no site Jequié Repórter. A imagem foi distribuída por Aleluia para induzir que Wagner teria tido acesso antecipado (ver post abaixo) aos números da última pesquisa Ibope/TV Bahia. Aliás, as mutretagens de Aleluia na mídia vão virar folclore. Em abril passado, a jornalista e apresentadora Marília Gabriela ficou indignada com a divulgação de um texto - falsamente atribuído a ela - contra a à época pré-candidata à presidência Dilma Rousseff (PT) no site de José Carlos Aleluia. "Não tem nada a ver comigo", disse Marília Gabriela, que decidiu procurar assistência jurídica em decorrência do uso indevido do seu nome. Esse Aleluia não tem jeito mesmo, vai terminar tendo que lavar o rosto com óleo de peroba.

Aleluia não será eleito (II)



Por que o candidato ao Senado pela coligação demotucana José Carlos Aleluia (Demo, ex-PFL), esperneia tanto com a divulgação dos últimos números da pesquisa Ibope à corrida sucessória na Bahia? Vejamos. Aleluia afirmou que o governador Jaques Wagner (PT) teria tido acesso antecipado ao resultado da sondagem do instituto, que o coloca na liderança da disputa. Na verdade, Jaques Wagner havia se referido a uma pesquisa interna da sua campanha, que apontou 50% das intenções de voto para ele e 19% para o candidato da coligação demotucana, Paulo Souto. Já o Ibope apontara 49% a 18%, respectivamente. Quer dizer, praticamente quase o mesmo resultado. Vale frisar que a margem da vantagem de Wagner em relação ao seu opositor foi confirmada por uma terceira pesquisa, desta vez efetuada pelo Instituto Vox Poppuli, sob encomenda do jornal A Tarde. O resultado registrou o petista com 46% e Paulo Souto com 17%. Manteve-se, portanto, a mesmíssima tendência dos demais. A diferença variou entre 28 e 30 pontos. O fato é que Aleluia blefa e mente. Tem motivos. O candidato do Demo acostumou-se a um período em que a Bahia tinha dono e ainda não assimilou a surra que seu grupo político, comandado pelo fascista Antônio Carlos Magalhães, levou em 2006. Ante a nova sova que se anuncia, o apagado candidato trata de criar factóides afim de sair do umbral eleitoral que se encontra. Sua candidatura natimorta terá como limite o chão. Aleluia é uma das vozes mais raivosas da direita no Congresso Nacional. Subserviente aos interesses externos, principalmente aos estadunidenses, ele sempre defendeu posições antipatrióticas e antipopulares. Entre outras, José Carlos Aleluia se colocou contra a Medida Provisória 482/10, na qual o Brasil se apoiara, com o aval da Organização Mundial do Comércio (OMC), para retaliar os EUA ante a ofensiva deste país em dificultar exportações brasileiras mediante medidas protecionistas. A posição de Aleluia foi tão grotesca em relação aos interesses nacionais que ele chegou a enfrentar posições contrárias entre aliados políticos do PSDB e do PPS. Contumaz crítico do Governo Lula, Aleluia se opõe aos movimentos sociais e a qualquer iniciativa que cheire a democracia ou participação popular, a exemplo da democratização dos meios de comunicação, reforma agrária, revisão da Lei da Anistia, Programa Nacional de Direitos Humanos, Lei do Pré-sal etc. A sua agenda é radicalmente privatista e na mira estão: Banco do Brasil, Petrobrás, Caixa Econômica Federal, Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos e serviços de abastecimento de água. Aleluia também trava luta particular com a classe dos jornalistas. Ele votou contra a regulamentação profissional da categoria. Entre estudantes de Jornalismo, é tido como persona não grata. Mas o que mais compromete o candidato do Demo ao Senado foi matéria publicada no jornal Correio Braziliense em 25 de agosto de 2005. De acordo com a reportagem (veja aqui), Aleluia é apontado como envolvido na máfia das ambulâncias (o escândalo dos sanguessugas). A matéria informa que José Carlos Aleluia teria autorizado seu colega Lino Rossi (PP-MT) para negociar propina com os donos da Planam, empresa responsável pela venda das ambulâncias. A reportagem sustenta-se em documento apreendido pela Polícia Federal na Planam durante a Operação Sanguessuga. Segundo o documento da PF citado na matéria do Correio, Aleluia teria recebido R$ 400 mil de propina. Portanto, é este o cidadão que quer assumir uma das vagas do Senado pela Bahia. Mas, felizmente, não logrará êxito. O povo baiano não permitirá. A assepsia iniciada em 2006 com a vitória de Jaques Wagner para o governo deve ser concluída este ano com a eleição dos candidatos Walter Pinheiro (PT) e Lídice da Mata (PSB) às duas vagas do Senado em disputa. E de nada adiantarão os expedientes de blefe e factóides de José Carlos Aleluia, cuja candidatura caminha para o brejo.

domingo, 29 de agosto de 2010

Aleluia não será eleito. Que bom! Aleluia!


Aleluia, o derrotado, ao centro, abraçando Serra sob o ohar de ACM Neto.

A Bahia e o Brasil ficarão mais leves sem a presença de José Carlos Aleluia (Demo) no Congresso Nacional. Deputado federal pelo Demo (ex-PFL), Aleluia é um raivoso oposicionista aos governos de Lula e Jaques Wagner. Candidato ao Senado na chapa do demo Paulo Souto, o udenista-pefelista-demo Aleluia vai levar uma surra e não se elegerá. Que bom! Arrotando moralidade e jactando-se como parlamentar preocupado com a área de Saúde, o direitista mais aguerrido do cacho carlista votou contra a aprovação da CPMF, o que impossibilitou a injeção anual de 40 bilhões de reais em programas de saúde. Aleluia também votou contra o PL do diploma de Jornalista na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara. Ele vai perder. Repito: que bom! O povo da Bahia vai catapultá-lo para os quintos dos infernos, assim como seu comapnheiro de chapa Paulo Souto! Aleluia!

Serra agora abraça o fascismo



A larga vantagem de Dilma Roussef sobre o candidato da coligação demotucana, José Serra, está precipitando a queda das máscaras. Serra visitou o Clube da Aeronáutica, no Rio, nesta sexta-feira (27), onde reuniu militares da reserva e membros dos clubes militares. Aos gorilas, o candidato demotucano declarou que o Brasil vivencia “uma república de sindicalistas”. Jogando para a plateia, Serra reavivou antigos temores militares frente ao governo de João Goulart – deposto em 01 de abril de 1964 num golpe articulado por estes mesmos gorilas -, ressuscitando fantasmas da época da guerra fria. O tucano também manifestou posição contrária ao Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH), o qual qualificou como "tentativa de controle da imprensa" por parte do governo petista. Serra também criticou a política externa brasileira, reiterando a velha cantilena: Irã, Chávez, Cuba, Evo Morales etc…José Serra não tem pruidos nem mesmo de borrar seu passado como ex-dirigente estudantil – era o presidente da UNE na ocasião do Golpe de 1964. Alia-se agora à gorilagem que impantou a Ditadura Militar, que assassinou, torturou e exilou milhares de cidadãos. Seu debaclê político não poderia ser pior: abraçar o fascismo como estratégia de angariar apoios na extrema direita. Não dou muito ouvido a teorias conspiratórias, como já discuti aqui neste espaço, mas é bom ficar alerta com tais movimentações da oposição.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Sujo é você, Serra!




Decaído, perdido, sem discurso e abandonado por muitos companheiros de aliança e da própria legenda, José Serra disparou nesta quinta-feira (19) contra a blogosfera durante encontro com donos de jornais da imprensa corporativa: “O governo federal financia blogs sujos que dão norte a patrulhamento de jornalistas”. Sujo é você, Serra! Aqui, como em milhares de blogs país afora, o trabalho é de vocação militante, norteado por convicções ideológicas. E que bom que a publicidade oficial também veicule em muitos sítios e blogs. É legítimo. Isso é ótimo! É salutar democratizar recursos na mídia e sei que essa é uma idéia que não lhe agrada. Sabe o que te incomoda e seguramente está transformando suas noites em assombrosos pesadelos, Serra? É que a despeito de você está contando com o apoio da Folha de São Paulo, Veja, Globo, Estadão e cia., suas possibilidades de vitória vão minguando à medida que aumenta seu desespero. E também seu destempero. Você sabe que vai perder Serra. E a esta altura torce para que a derrota não lhe caia acachapante e vergonhosa em meio a uma campanha pra lá de patética. Eu lhe entendo. É triste ver até mesmo seu maior pit bull no Congresso, o senador Arthur Virgílio, lhe virar as costas no Amazonas e nem citar seu nome nem o do partido (veja aqui). Reconheço que você esteja passando por um momento crítico. Tudo bem. Mas perder com dignidade poderia ser a última porta que deixaria aberta à honradez da disputa. Sem precisar de pedágio. No fundo deve reconhecer que a imprensa que lhe apóia não é tão limpa quanto acredita. Ou finge acreditar. Mas é com esta imprensa que você tem o poder de dar esporros e mandar demitir jornalistas quando as coisas não lhe agradam. Assim fica fácil espalhar dossiês e boatos, sobretudo na imprensa paulista e na TV Globo, como ocorreu nas eleições passadas. Até então, quase sem contestação. Mas agora o jogo é outro, Serra. O tabuleiro mudou. Com a Internet, você e sua tropa de sabujos já não conseguem mentir sem ser desmentidos. Recorrendo de forma rápida à Teoria do Jornalismo, sua agenda setting desbotou. E a opinião pública que você pensava construir mediante seus colunistas serviçais se limita agora a uma mera e relés opinião publicada. Os vetores de informação advindos de milhares de pontos multidirecionados lhes atordoam assim como aos seus pares das antigas corporações da velha mídia. Por isso tanto raiva. Por isso os esforços do seu colega de legenda, o senador Eduardo Azeredo, em querer amordaçar a blogosfera com um projeto de lei mercantil, autoritário e censor. Imagino como você não torceu pelo sucesso dessa iniciativa. Imagino como você não sonhou em fatiar o espaço da web entre seus companheiros da UDN na mídia, adoçando a boca das famílias Frias, Civita, Marinho, Mesquita, Magalhães e cia. Felizmente o presidente Lula vetou o AI-5 digital do PSDB. Agora somos um exército, Serra. Guerreamos num xadrez onde você pouco sabe se movimentar. Lhe falta habilidade. E seus asseclas ficam em dificuldade para disseminar o jogo sujo e viciado, como fizeram em 1964. Já perdeu as torres, os cavalos e os bispos. O xeque-mate é só questão de tempo, aguarde.

domingo, 15 de agosto de 2010

A famiglia Marinho e sua vocação golpista



A maior parte das pessoas que acessa este blog é de gente jovem e que não tem conhecimento detalhado da Ditadura Militar. Vocês estão vendo a foto acima? À esquerda está o fundador das Organizações Globo, o jornalista Roberto Irineu Marinho; à direita está o general João Batista Figueiredo, o último dos ditadores a ocupar o poder após o golpe militar de 1964. Marinho e Figueiredo estão com os braços entrelaçados. E entrelaçadas sempre foram as relações da TV Globo e do jornal O Globo com um regime que violentou direitos civis, torturou, cassou direitos políticos, exilou milhares de pessoas, censurou brutalmente a imprensa e deixou como legado um pais extremamente desigual e com milhares de opositores desaparecidos. Esta semana a capa de um dos veículos das Organizações Globo, a revista Época, tenta desconstruir a imagem da candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, taxando-a de terrorista. Dilma militou em grupos de esquerda, entre eles a Vanguarda Popular Armada Palmares, a VarPalmares, ainda que nunca tenha participado de nenhuma ação armada.
Mas não só Dilma. O ex-Chefe da Casa Civil do governo José Serra e candidato do PSDB ao Senado em SP, Aluisio Nunes Ferreira Filho, também foi guerrilheiro e participou ativamente da luta armada contra a Ditadura Militar, tendo sido integrante da ALN (Ação Libertadora Nacional), liderada por Carlos Marighella. O que a revista Época quer é embaralhar os fatos com o intuito de confundir seus leitores e tentar arrefecer o crescimento da candidatura do PT. Terrorista foi a conivência e o apoio ao circo de horrores da Ditadura Militar, da qual a TV Globo foi fiel escudeira, até o último suspiro dos generais. Roberto Marinho e suas empresas não só apoiaram o regime. Roberto Marinho conspirou com os militares para destituir do poder o presidente legítimo do país à época, João Goulart. E sua fidelidade foi tão canina aos gorilas que o todo-poderoso Dr. Roberto foi reiteradas vezes elogiado pelo ministro-censor do regime, Armando Falcão, como se pode ver no vídeo abaixo:



O ministro da Justiça Armando Falcão, encarregado de exercer a Censura durante o regime militar, em entrevista no documentário Beyond Citizen Kane, da TV britânica: “Devo dizer que o doutor Roberto Marinho nunca me criou qualquer tipo de dificuldade. Eu, ministro-censor, ele diretor do Globo, da televisão Globo, da Rede Globo, da rádio Globo, da rádio Mundial, da rádio Eldorado, ele nunca me criou dificuldade”.
Portanto, a tentativa de desqualificar Dilma Rousseff se traduz no desespero das Organizações Globo que novamente não conseguirão impor seu candidato ao povo brasileiro. Roberto Marinho já morreu, mas seus filhos continuam à frente da empreitada udenista-golpista, como ocorreu esta semana com a capa da revista Época.

O recado do presidente Lula. Agora é hora do front! À luta, todos!

sábado, 14 de agosto de 2010

DILMA 41% X SERRA 33%


A coligação demotucana foi passear no brejo

Da Carta Maior

DATAFOLHA JOGA A TOALHA E DÁ UM CAVALO DE PAU DE 9 PONTOS EM 20 DIAS PARA SE 'ADEQUAR' AO DECLÍNIO TUCANO

Entre a pesquisa de 24 de julho e a de agora, um intervalo de 20 dias, o Datafolha tira 4 pontos de Serra e adiciona cinco pontos às intenções de voto em Dilma. O que se intui por esse ajuste sem pudor é que a situação de Serra pode ser até pior. Há muito, o esfarelamento de sua candidatura vem sendo constatado por praticamente todos os demais institutos. Só o Datafolha resistia. Ao jogar a toalha sangrando Serra em praça pública com um cavalo de pau de nove pontos, o instituto da família Frias envia uma mensagem devastadora, quase uma admissão pública de que 'não dá mais para segurar'. O recado pode desencadear um 'salve-se quem puder' na coalizão demotucana, multiplicando-se as defecções na base aliada às vésperas de iniciar o horário político eleitoral. Esse risco é reforçado por outro indicador indigesto revelado pela pesquisa, uma espécie de 'fuja dele se você for candidato' que parece dar razão às estratégias de campanha que já escondem o nome e o rosto de Serra em santinhos. O ex-governador de SP, com declinantes 33% de apoio, já se aproxima dos 30% de rejeição -- está com 28%, segundo o Datafolha. Confirma-se assim o que outros institutos vinham captando: o tucano se debate espetado em uma cruz feita de porcentuais quase idênticos, mas de sinais trocados, em que a linha da rejeição sobe e a das intenções de votos desaba. A cristianização de sua candidatura, a exemplo do que ocorreu com o presidenciável Cristiano Machado, nos anos 50, abandonado pelo próprio partido, o PSD, que apoiou Vargas, pode se tornar um fenômeno epidêmico nas campanhas demotucanas em todo o país.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Entrevista com Marina Silva: encenação para continuar ataques ao PT



A candidata do PV Marina Silva não se presta apenas ao papel de linha auxiliar da candidatura Demo-tucana. Ela também se expõe a bofetadas indiretas para atingir o PT e sua candidata. Muitos que assistiram a entrevista do Jornal Nacional de ontem à noite acreditaram que o apresentador William Bonner estivesse dando um aperto em Marina. Ledo engano. A candidata do PV não foi acionada para falar sobre seu programa de governo ou temas ecopolíticos, o que seria esperado. Ela foi, sim, utilizada para que Bonner e Fátima Bernardes requentassem o mensalão, tema que demandou cerca de 80% do tempo da entrevista. O que Ali Kamel, via casal global, planejou foi resgatar o assunto na agenda política. E as perguntas direcionadas à candidata verde tinham o propósito de fazer com que Marina reforçasse o ataque, mesmo que assumindo uma postura equidistante e defensiva para censurar o episódio. Os espasmos nervosos de Bonner vistos ontem não passaram de encenação. Convenhamos, a estratégia foi bem montada. As aparências da entrevista denotaram para os incautos um certo “estilo” de conduta do jornalista que presumivelmente se manifesta com qualquer entrevistado, independente de quem for. Certamente que Bonner manterá seu “estilo” com Serra, não no intuito de constrangê-lo, tenham certeza, mas para que as bolas sejam levantadas com graus de dificuldades dosados à habilidade do candidato demotucano. Vale lembrar certo blogueiro ligado às organizações Globo que afirmou, após a entrevista de Dilma no JN, que “jornalismo é perguntar o que não se quer responder ou não se quer ouvir, o resto é publicidade”. O blogueiro acertou no contexto e errou no subtexto. Para o manual de redação da Vênus Platinada o correto é afirmar: pergunta-se o que agrada à oposição para publicizar o seu candidato. De resto, é aquela história do comerciante que se faz de cliente para tecer elogios ao próprio camêlo que está à venda para convencer um terceiro a comprá-lo.

Só pra lembrar o Brizola bom de briga!

terça-feira, 10 de agosto de 2010

DEM - PSDB, pontes interrompidas



Júlia Duailibi e Malu Delgado - O Estado de São Paulo

Depois do embate em torno da escolha do candidato a vice-presidente na chapa de José Serra, PSDB e DEM protagonizam nova crise. Não existem mais pontes entre o presidente do DEM, Rodrigo Maia (RJ), e o candidato tucano. As poucas que um dia chegaram a existir foram todas “dinamitadas”.
Agora, integrantes do próprio partido tentam atuar como bombeiros. Ontem o presidente do PSDB, Sergio Guerra, se encontrou com Serra e hoje vai a Minas, onde conversará sobre a situação com o ex-governador Aécio Neves, com quem Maia tem boa relação. O objetivo é tentar reconstruir o diálogo entre os dois partidos.
A gota d”água numa relação que sempre foi tumultuada aconteceu na semana passada. Serra cobrou Maia sobre uma declaração que ele havia dado a respeito da candidatura de Fernando Gabeira (PV) no Rio. Diante da falta de empenho, Gabeira disse que, se eleito, se sentia no direito de “dar uma banana” aos aliados. Maia, em seguida, disse que a “banana” devia ser para Serra. O tucano ligou para o presidente do DEM e pediu que se retratasse.
Maia não fez retificação, e os dois romperam. O presidente do DEM chegou a negar que tivesse feito a declaração. Ele se ressente de nunca ter tido boa entrada com Serra, que sempre o preteriu em favor do prefeito paulistano, Gilberto Kassab, e do ex-presidente da legenda Jorge Bornhausen. Em defesa dos interesses partidários, Rodrigo Maia deixou expostas as feridas entre sua legenda e os tucanos. Para os moderados do DEM, essas desavenças não devem ser estimuladas e os problemas só deveriam ser debatidos internamente, sem vazamentos à imprensa.
Não é o que tem ocorrido. Ainda que os democratas tentassem tratar com discrição as desavenças, as ações de Maia acabaram por tornar público o descontentamento com o candidato e o comando tucano da campanha. Na quinta-feira passada, dia do primeiro debate entre os presidenciáveis na Rede Bandeirantes, Rodrigo Maia não compareceu.
“Tinha compromisso”, afirmou ao Estado, no dia seguinte. Quando questionado sobre o debate, disse que “o resultado foi nulo”. Acrescentou, ainda, que o desempenho de Dilma “não foi tão desastroso”. Kassab, o candidato a vice na chapa de Serra, Índio da Costa, e o candidato a vice de Geraldo Alckmin, Guilherme Afif Domingos, eram os únicos representantes do DEM no debate da Bandeirantes.
Estados. Além das desavenças entre Maia e Serra, democratas envolvidos na campanha nacional admitem que há muito descontentamento com o PSDB, sobretudo no Rio de Janeiro, Pará, Paraíba, Sergipe, Bahia e Rio Grande do Sul. A situação mais crítica é no Pará, onde dirigentes do DEM acusam o PSDB de ser o responsável pela “destruição” da sigla no Estado.
O motivo da briga entre democratas e tucanos são as campanhas nos Estados. Além da generalizada reclamação sobre a falta de ajuda material para as campanhas, há casos específicos em que o DEM se coloca como injustiçado. No Pará, a acusação é de que Valéria Pires Franco, vice-presidente do DEM e no passado cotada para vice de Serra, teve de abrir mão de todas as pretensões eleitorais para acomodar a aliança com o PSDB. O mesmo teria ocorrido com o deputado Vic Pires, o mais importante líder do DEM no Estado.
Na Bahia, a acusação é a suposta “falta de empenho” do deputado Jutahy Júnior (PSDB) na campanha de Paulo Souto (DEM) ao governo do Estado. Em Sergipe, os ex-governadores Albano Franco (PSDB) e João Alves (DEM) mais parecem inimigos mortais. No Rio, o DEM acusa o PSDB de ignorar por completo a candidatura de Gabeira. Na Paraíba, o tucano Cícero Lucena tem dado sinais de apoio ao PMDB, o que irrita os democratas. Para completar, no Rio Grande do Sul o deputado Onix Lorenzoni (DEM) quer passar a léguas da governadora Yeda Crusius (PSDB), que tenta a reeleição. Lá, os tucanos dizem que já foram muito prejudicados por setores do DEM, que articularam para cassar Yeda.
Os tucanos dizem que o DEM “reclama de barriga cheia” e na maior parte dos casos quer apenas ajuda financeira para as campanhas. Dizem também que o PSDB abriu mão de candidatura própria em Estados, como Santa Catarina, para apoiar a candidatura dos aliados, no caso a de Raimundo Colombo.
Diante da gravidade da situação, também no DEM já foram escalados alguns parlamentares para o papel de bombeiros. Estão nesse time, além do próprio Kassab, o senador José Agripino Maia (RN), o deputado ACM Neto (BA) e Bornhausen.

PARA LEMBRAR
Partidos já se estranharam no passado
Apesar de tradicionais aliados, PSDB e DEM já se estranharam antes. Em 2002, ainda sob a denominação de PFL, o partido entrou em rota de colisão com os tucanos, em especial José Serra, em razão do naufrágio da candidatura da então pefelista Roseana Sarney à Presidência, por conta do escândalo da Lunus – Serra foi apontado como mentor da invasão da Polícia Federal na empresa do marido de Roseana Sarney, em São Luís. O partido culpou Serra e acabou abandonando o governo FHC.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Serra vai levar surra maior do que a do Alckmin




Extraído da Carta Maior:

2010 x 2006

SERRA PERDE ONDE ALCKMIN PERDEU; E NÃO IGUALA A VANTAGEM ONDE ELE GANHOU

As pesquisas divulgadas pelo Ibope revelam uma aproximação do cenário eleitoral deste ano com o resultado conferido nas urnas no primeiro turno de 2006, vencido pelo presidente Lula…Alguns dos maiores colégios eleitorais, como Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo, que juntos somam 41,5% do eleitorado, apresentaram distância entre as duas principais candidaturas semelhante à diferença entre Lula e Alckmin em 2006. No Rio, a diferença de 20,3 pontos a favor de Lula em 2006 (49,1% a 28,8%), ficou em 19 pontos pró-Dilma (46% a 27%).
Em Minas, Lula venceu Alckmin no primeiro turno em 2006 por 10,2 pontos (50,8% a 40,6%). Agora, sua candidata derrotaria Serra por 44% a 32% – 12 pontos. Em São Paulo,em contrapartida, Serra ainda não conseguiu o mesmo patamar de seu antecessor (17,4 de vantagem em 2006 contra uma diferença de 11 pontos hoje).
Em outros regiões e estados (exceto no Espírito Santo, onde Lula levou a dianteira com 15,8 pontos e Dilma ainda está dois pontos abaixo de Serra) quando há diferença frente ao padrão de 2006, a tendência é essa: a derrota de Serra (caso do Distrito Federal, onde Alckmin teve vantagem de 7 pontos e hoje Dilma tem 11 de supremacia) ou o estreitamento da liderança tucana em relação ao que obteve Alckmin há quatro anos.