domingo, 30 de agosto de 2009

VALSA COM BASHIR (Waltz with Bashir) - Trailer Legendado

Vinte e seis cães o perseguem em sonho. É o numero de cachorros abatidos por Boaz, que aos 19 anos serviu no Exército de Israel na sangrenta Guerra do Líbano, em 1982. Os animais eram mortos para que não chamassem atenção durante as incursões nos vilarejos libaneses. As tropas israelenses caçavam ativistas palestinos e os latidos poderiam precipitá-los. Um tiro certeiro atinge a cabeça de um pobre animal, que tomba em segundos. A cena é triste e da a dimensão desumana daquele conflito que vitimou milhares de crianças, mulheres e velhos indefesos. Valsa com Bashir é um documentário que impressiona. Com linguagem em animação, o filme do diretor israelense Ari Folman é uma contudente denúncia contra um conflito sangrento, que culminou com o massacre nos campos de refugiados de Sabra e Chatila, onde viviam milhares de palestinos. No personagem do ex-soldado Boaz, a guerra é revivida como uma espécie de catarse e os demônios advindo das suas agruras são exorcizados por ele e outros ex-combatentes. São lembranças de dor e sofrimento mescladas com passagens nas ruas de Beirute e vilarejos do Líbano. É o dedo apontado à criminosa aliança entre o Estado de Israel e as falanges cristãs libanesas, de extrema direita, responsáveis por um dos maiores crimes contra humanidade no século XX. A denúncia também recai sobre a atitude cínica e suja dos comandos militares israelenses no sul do Líbano, que deram apoio logístico à ação genocida dos fascistas libaneses. Trata-se de um contundente documentário, brilhante. Veja o trailler.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Palavras vazias....

Vazia, superficial e sem nenhum entendimento do processo histórico do Brasil. A “análise” postada num site de notícias soteropolitano sobre o Partido dos Trabalhadores é risível. Falta conteúdo, sobra proselitismo político com pinta de propaganda. Não, senhor colunista, o Partido dos Trabalhadores não é uma agremiação “desfigurada”. Sim, senhor colunista, realmente, o PT pode ter sido fruto de um sonho de “românticos esquerdistas”. Um romance advindo da dura realidade das lutas travadas nos últimos 30 anos por sindicalistas, movimentos sociais, intelectuais, estudantes e outros segmentos. Talvez o senhor não perceba, ou mesmo não tenha olhos para perceber, mas o Brasil está mudando e o PT é parte integrante e essencial deste novo momento. As transformações estruturais na sociedade não se explicam no entendimento de factóides envolvendo políticos A, B ou C que preenchem as chamadas da TV e as manchetes dos jornalões. Fulanizar o debate é o argumento lâmina-d´água das opiniões publicadas daqueles que almejam o status de formadores da opinião pública. O que não são. Melhor seria deixar o varejo e enxergar a história em curso. Na tensão hegemônica e contra-hegemônica que envolve os diversos segmentos da disputa política na esfera pública, o PT tem sabido conduzir suas estratégias, com recuos e avanços, para que o país seja mais democrático, em todos os sentidos. Nunca se ampliou tanto a participação popular nas tomadas de decisão. O Estado, por sua vez, é agente determinante no combate às desigualdades sociais e regionais; o Brasil tem superado uma aguda crise econômica internacional de forma inclusiva, elevando a qualidade de vida das camadas mais pobres da população. Só é observar e saber ler os indicadores econômicos e sociais. Trata-se de conduta, diga-se, dissociada da sanha entreguista e privatista que não respeitava o patrimônio público. Tempos de triste memória. No plano internacional, o país tornou-se respeitado e ouvido, deixando de ser subserviente aos interesses das potências hegemônicas. A popularidade do presidente Lula não é um fenômeno dissociado desse contexto, senhor colunista. Tentar enquadrar de outra maneira é revirar Max Weber no túmulo. Felizmente, nobre escriba, a opinião da maior parte da população é bem diferente da sua perspectiva de mundo, do que seu mundo ideológico almeja. Ninguém desfibra com parcas palavras e rarefeitos argumentos o maior e mais popular partido político da história do Brasil.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Lina Vieira e o desespero da oposição

Quase dez vastos minutos foram varridos ontem à noite por um patético depoimento da ex-secretária da Receita Federal, Lina Vieira, na TV Globo. Hoje (19), os dois maiores jornalões da midiocracia paulista, A Folha e o Estadão, se apresentaram praticamente siameses na capa, com discursos e imagens quase idênticos. Em depoimento no Senado que durou cinco horas, afim de satisfazer a sede de factóides da oposição – partidária e midiática -, Lina Vieira sustentou um “fato” do qual não se lembrava da data e da hora que ocorreu: uma suposta reunião com a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, onde esta teria pedido para ela agilizar investigação do fisco sobre a família de José Sarney. No depoimento, Lina construiu minúcias dignas das mais rocombolescas narrativas mexicanas. Quase um logral ensaiado. Para os Frias, Marinhos, Civitas, Mesquitas, entre outros representantes do Partido da Imprensa Golpista (PIG), o objetivo é a desconstrução pública da imagem de Dilma, candidata apoiada por Lula à Presidência da República. Por traz da cena circense-midiática-demotucana, existe uma conjunção de fatores que tem assustado a entourage oposicionista. A superação da crise econômica é fato. O país, em tempo célere, retoma o crescimento com as medidas eficazes tomadas pelo Governo; o Brasil avança em todos os sentidos para um crescimento sustentado e com distribuição de renda; a campanha de José Serra não deslancha, ao contrário, tem perdido pontos desde o início do ano. Desespero, então. Portanto, Lina Vieira é uma espécie de tábua de salvação da aliança demotucana para 2010.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Operação pandemia (Legendado)

Um razoável argumento acerca do pânico causado pela Gripe A; por detrás, a indústria farmacêutica internacional

domingo, 2 de agosto de 2009

O que leva a midiocracia a querer fechar a TV Brasil?



O jornal Folha de São Paulo, uma das maiores representações da mídia oligárquica do país, exigiu, por intermédio de editorial publicado neste sábado, o fim da TV Brasil. É um acinte! Os argumentos da família Frias sustentam-se na presumível baixa audiência da emissora e no “gasto” do dinheiro público para a manutenção do projeto.
Aos fatos. A TV Brasil foi criada em 2007 e integra a EBC (Empresa Brasil de Comunicação), que tem orçamento de R$ 350 milhões por ano e abarca nove rádios e duas outras emissoras. É uma iniciativa do Governo Federal que busca consolidar uma grande rede pública de teleradiodifusão no país. Um contraponto necessário ao monopólio exercido por grupos privados no controle da mídia.
No Brasil, oito famílias dominam mais de 80% dos meios de comunicação social. Trata-se de verdadeira ditadura midiática, que se caracteriza pelo domínio cruzado – quando uma mesma empresa atua em segmentos de impressos, televisão (aberta e paga), rádio, internet e produção e distribuição de audiovisuais. São arquiteturas empresariais responsáveis pelo escoamento da informação e de boa parte dos bens simbólicos dirigidos à sociedade.
É sabido que a maior parte desses conteúdos é de baixíssima qualidade, para não citar o nefasto arco de valores decaídos orquestrados diuturnamente nas telas das televisões e no pensamento único que o jornalismo das oligarquias impõe à população.
Além do que, esse sistema de monopólio praticamente veta a veiculação de produtos audiovisuais de milhares de produtores, diretores, artistas e outros players que não conseguem escoar suas criações nesses espaços privados. A população que se contente com Ana Maria Braga, Luciana Gimenez, Faustão e outros dejetos.
A TV Brasil traz consigo o propósito de criar alternativas às redes puramente comerciais, nas quais os interesses econômicos determinam as grades de programação. O objetivo é a diversidade, contemplando os vários brasis que estão sepultos pela mídia comercial e hegemônica.
São muitos os efeitos deletérios oriundos do monopólio da mídia. Um deles passa pela questão da identidade nacional. O Brasil não se vê nas grandes redes de televisão. Na emissora de maior audiência, por exemplo, os brasileiros estão condenados eternamente a se reconhecerem nas paisagens urbanas do Rio de Janeiro e São Paulo. Algo de surreal num país multiétnico e multicultural.
Imposições de sotaque, modos de vida e costumes; e quando é para se apresentar aspectos culturais de outras regiões, a exemplo dos nordestinos, inevitavelmente se cai no estereótipo da fala, ridicularizando os personagens e colocando-os como coadjuvantes.
No que se refere à agenda política, a entourage do poder midiocrático tem cerrado fileiras com posições antinacionais e neoliberais, assumindo escancarada oposição, quase um braço armado da dupla DEM-PSDB. Uma agenda que também contempla a criminalização dos movimentos sociais e sustenta o discurso privatista. Na mira, as principais empresas públicas do país, cuja bola da vez é a Petrobras. A exploração da camada pré-sal assanhou os mais espúrios interesses visando desestabilizar a empresa, patrimônio da população; o mesmo pode vir a ocorrer com o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal, como já insinuou diversas vezes a maga do jornalismo econômico global, Miriam Leitão.
A ordem é privatizar e nesse enredo uma TV pública entra no mesmo diapasão que outras estatais do país.
O Governo Federal não pode ceder um milímetro sequer às pressões da mídia oligárquica. A TV Brasil é instrumento indispensável ao processo de democratização da mídia e tem papel fundamental para garantir canais de voz àqueles que se encontram exclusos destes. O esperneio dos Mesquitas, Marinhos, Frias, Magalhães e Cia é o medo de perder a hegemonia, o que significa o aumento dos espaços democráticos na sociedade, inclusive na mídia, o que nem de longe agrada a estes oligarcas.

sábado, 1 de agosto de 2009

Um falastrão, apenas

Um ex-chefe da Agecom do governo Paulo Souto resolveu bater de frente com o publicitário Sidônio Palmeira. Aqui não cabe retornar à gênese do problema. Questiúnculas, apenas. No entanto, o ex-assessor Geral de Comunicação do Governo da Bahia deveria colocar boa quantidade de peroba na face. Ele cita a inexistência de direcionamento das contas de comunicação do governo passado em prol de uma agência que fazia as campanhas para a claque carlista. O que se sabe é que os veículos de comunicação do mangangão - a quem ele obedecia e lambia as botas - enriqueceram com farta publicidade oficial. E isso o ex-assessor entende como suposição. Tal fato não ocorreu, senhor ex-assessor? Ou sua memória é seletiva? O que dizer então das denúncias do “duto da Bahiatursa”, conforme informado pelo então deputado estadual Emiliano José? O senhor ex-assessor esqueceu também dos sucessivos aditamentos de alguns contratos de licitação por parte da Agecom na gestão de Paulo Souto? O senhor ex-assessor Geral, afim de construir factóides, mistura alho com bugalhos no intuito de confundir. A viúva, que irriga semanalmente um comentarista menor de uma rádio local, deveria se ater mais à verdade do que simplesmente provocar burburinho diante do seu anonimato sepulcro. Quem deseja aparecer tem a oportunidade de pendurar uma melancia no pescoço e andar pelas ruas. Talvez fosse uma boa opção.