quarta-feira, 28 de abril de 2010

Somos solidários à luta pela Reforma Agrária



É com muita honra e satisfação que este blog passa a fazer parte da Rede de Comunicadores pela Reforma Agrária. É uma questão de coerência e princípio. O Textos ao Vento não poderia se furtar a este compromisso. Este jornalista, ainda que urbanóide, entende que a reforma agrária está no DNA da luta pela efetiva democratização da sociedade. Portanto, nossa posição é de combate a qualquer forma de criminalização dos movimentos sociais, inclusive aqueles que lutam pela terra. Somos antifascistas! Ainda lembro do saudoso tio Paulo trabalhando com os movimentos do campo, aos quais dedicou sua enorme capacidade técnica e intelectual, como economista e sociólogo. Paulo Cunha Melo Ramos, que em breve será nome de assentamento no Recôncavo baiano, foi um dos maiores lutadores pela justiça no setor agrário. E ele me ensinou muito! Tio, quanta falta você anda fazendo nas nossas trincheiras! Também não poderia omitir minha passagem como assessor pela Superintendência Regional da Bahia do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), de boa memória! Muitas amizades foram feitas naquela casa. Hoje, 28 de abril, no Centro Administrativo da Bahia, em Salvador, estão acampados cerca de seis mil militantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Eles participam de várias manifestações, políticas e culturais, que marcam o 14º aniversário do massacre de Eldorado dos Carajás, quando dezenas de militantes sem-terra foram assassinados pela Polícia Militar do Pará a mando do à época governador Almir Gabriel, do PSDB. Era o governo de Fernando Henrique Cardoso, de triste recordação! Sim, marcar posição! Sobretudo porque este é um dos movimentos sociais mais criminalizados pelo aparato fascista nacional, com forte enraizamento na mídia, no Ministério Público, na Justiça e nas instâncias policiais. Agem como cães de guarda a serviço do grande latifúndio, hoje transvestido de agronegócio sob a batuta da protofascista senadora Kátia Abreu (DEM-TO), presidente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA). Deles sempre sairá uma palavra incriminatória ou condenatória àqueles homens, mulheres e crianças que lutam por um Brasil mais justo. Quando não, parte-se para a violência às claras, com assassinatos cujos mandantes nunca são punidos. Sim, marcar posição! Porque é preciso desconstruir o imaginário trabalhado pela midiocracia fascista que macula a imagem do MST, bem diferente do tratamento que o movimento recebe de muitos órgãos de imprensa no exterior, que desconfio saber mais da nossa realidade agrária do que boa parte dos nossos “modernosos” editores de política. Mais do que justa e válida nossa opção. Viva o MST! Até a vitória, sempre!

quinta-feira, 22 de abril de 2010

A diferença entre o governo do PT e do PSDB para enfrentar as crises econômicas

Folha de São Paulo, um lixo de jornalismo



Da Agência Carta Maior

Folha admite que ela e a coalizão demotucana fraudaram acusação contra a Sensus: usaram dados de um enquete feita em Santa Catarina para atacar outra, nacional, que deu empate técnico entre Serra e Dilma. Hoje a Folha reconhece: "...o PSDB encontrou cinco supostas irregularidades. A principal delas... é justamente a que se baseou em dados errados". Reconhecer o erro é ótimo, mas a seletividade da repetição sugere que o jornal se transformou em correia de transmissão do conservadorismo nativo. Fosse um veículo isento, antes de abraçar a acusação, a reportagem teria checado os dados. A má fé se confirma na retrospectiva de fatos recentes. A mesma manipulação usada contra a Sensus ocorreu no caso da ficha falsa contra Dilma, que a Folha diz ter recebido por email, e publicou como documento autentico --sem conferir a origem-- até ser desmascarada pelos peritos da Unicamp. Há poucos dias, atribuiu a Dilma uma frase não dita pela candidata que a indispunha contra exilados. Só reconheceu o erro em nota de rodapé, dias depois de ter repercutido a 'declaração' em manchetes e suites. O conjunto sugere que o critério de jornalismo predominante hoje no veículo da família Frias é o vale-tudo contra o governo Lula. A sucessão de fraudes criou uma cultura de redação do tipo 'quem dá mais'. A espiral declinante incentiva o profissional sem caráter desprovido de outro talento que não adaptar a realidade à linha do jornal. Cada vez mais a Folha se parece com a Veja . Com a agravante de ser diária.

domingo, 18 de abril de 2010

Datafolha manipula descaradamente




O Datafolha não se contentou em "anabolizar" os bairros pesquisados na cidade de São Paulo, aumentando de 18 para 71, coisa que não fez em outras capitais, como o Rio de Janeiro e Belo Horizonte.
Resolveu também "anabolizar" a pesquisa incluindo mais cidades do Estado de São Paulo na amostragem de sua pesquisa do mês de março em relação ao mês de fevereiro.
É preciso salientar que o Datafolha mudou essa sua amostragem, quando Dilma encostou em Serra, com a diferença caindo para 4%.
Em todos os demais estados, o número de cidades escolhidas ou não variaram ou sofreram variações pequenas: uma ou duas cidades a mais ou a menos. Até aí tudo dentro do aceitável.
O que espanta é só no Estado de São Paulo ter saltado de 25 cidades em fevereiro, para 55 cidades pesquisadas em março.
Isso preocupa porque, por exemplo, um maior número de cidades do estado de São Paulo, onde José Serra (PSDB/SP) é de longe o mais conhecido, pode estar sendo computado na pesquisa nacional como se fossem amostras de outras cidades pequenas e médias, de mesmo porte, de outros estados do Brasil, onde José Serra é impopular.
Como agravante, São Paulo não é o estado que tem mais municípios no Brasil. Perde para Minas Gerais.
Assim, com essa "metodologia do Datafolha" anabolizando São Paulo, 36% (na pesquisa de março) foi até pouco para o demo-tucano. Veja o quadro acima.

Mais detalhes da armação

Há uma fraude, intencional "ou não", no tamanho da amostra da pesquisa Datafolha de março em relação à de fevereiro. Da pesquisa divulgada hoje ainda não há estes dados para conferir. Mas os dados de fevereiro e março, disponíveis no TSE, são suficientes como prova.
Na pesquisa de fevereiro o instituto fez entrevistas em 18 bairros na cidade de São Paulo.
Na pesquisa de março, o Datafolha elevou a pesquisa para 71 bairros na cidade de São Paulo. Porém, inexplicavelmente, não aumentou o número de bairros nem na cidade do Rio de Janeiro, nem em Belo Horizonte.
A pesquisa do Datafolha é na rua, em lugares de movimento. Cada bairro é um ponto de coleta de entrevistas de intenção de votos.
Rio e Belo Horizonte perderam importância relativa na amostragem para São Paulo:
No Rio de Janeiro (segundo colégio eleitoral) a pesquisa foi feita em 10 bairros (10 pontos de entrevista).
O eleitorado da capital paulista é 1,8 vezes maior do que o da capital fluminense.
Pela proporção, se o Rio teve 10 pontos de coleta, São Paulo deveria escolher 18 bairros, e foi esse o número da pesquisa de fevereiro, o que estava certo. Resultado naquela data: apenas 4% de diferença entre Serra e Dilma.
Subitamente, em março, o DataFolha ampliou a coleta de amostra de São Paulo para 71 bairros. Inexplicavelmente, manteve para o Rio os mesmos 10 bairros. Resultado: a diferença aumentou para 9% entre Serra e Dilma.
Se o objetivo era ampliar a amostra para maior precisão, também seria necessário aumentar o número de bairros no Rio na mesma proporção, elevando de 10 para 39.
A mesma coisa aconteceu com Belo Horizonte. Tanto em fevereiro como em março, as pesquisas abrangeram 4 bairros. BH tem cerca de 22% do número de eleitores de São Paulo. Assim, para 18 bairros pesquisados em São Paulo em fevereiro, 4 em BH estava proporcionalmente correto. Mas para 71 bairros na capital paulista, seria necessário aumentar para 15 em BH.
O Datafolha vai argumentar que o tamanho da amostra em São Paulo não quer dizer nada, porque os resultados finais são ponderados de acordo com os dados do IBGE. É apenas uma meia verdade, pois uma pesquisa "bem feita" em São Paulo, e "mal feita" no Rio de Janeiro e Minas Gerais, afeta os resultados de toda a região sudeste e do Brasil.
Além disso, qual é a explicação para um estatístico "anabolizar" a amostragem justamente na cidade de São Paulo, onde José Serra tem índices muito melhores do que no Rio de Janeiro e em Belo Horizonte? É inexplicável que um estatístico escolha fazer esse plano de amostras desbalanceado.
Está usando critérios desproporcionais ao tamanho do eleitorado, para cidades diferentes, o que nenhum estatístico faria.
O fato indiscutível é que o Datafolha mudou sua metodologia no meio do jogo, e não comunicou ao distinto público, o que, por si só, já é prá lá de suspeito.
O segundo fato indiscutível é que o Datafolha está aumentando a importância do Estado de São Paulo na pesquisa, justamente no estado onde Serra é mais forte, o que torna tudo mais suspeito ainda.
Por fim, é um engôdo, uma forma de fraude, comparar a evolução do próprio Datafolha de fevereiro para março, quando foram feitas com metodologias diferentes, com planos de amostragem diferentes.
Qual o impacto dessa lambança no resultado nacional da pesquisa não dá para saber, inclusive porque seria necessário analisar o que foi mudado também nas demais cidades.
Só o Datafolha pode explicar. Mas quem vai confiar nas explicações do Datafolha depois disso?

Matéria veiculada no blog Amigos do Presidente Lula

domingo, 11 de abril de 2010

Preconceito explícito do PSDB de Serra pela voz da sua representante na imprensa, Eliane Catanhede, da Folha de São Paulo

Um tucano, um lobo, um cordeiro ou um blefe?

Por Saul Leblon em
Carta Maior

A mídia conservadora bateu bumbo nos últimos dias na tentativa de tornar o lançamento oficial da candidatura de José Serra pela coalizão demotucana um fato político novo no cenário nacional. Notável, sobretudo, o esforço de pintá-lo com as cores de um 'progressismo palatável'; adepto da 'indução estatal sem Estado forte', seja lá o que isso significa. Um verdadeiro bambolê ideológico. Tudo para conciliar a imagem de um candidato oferecido pelo marketing como 'popular' --ancorado na história passada de presidente da UNE-- mas cercado ao mesmo tempo de um núcleo de campanha derivado da cepa mais reacionária da política nativa, do qual constam nomes como os de José Agripino, Paulo Bornhausen, Arthur Virgílio, José Carlos Aleluia entre outros.
O malabarismo é típico de quem quer engrossar o glacê da narrativa para ocultar o azedo do recheio. A verdade é que não importa o que Serra diz que pensa em seu discurso de candidato oficial; não importa o que seus amigos pensam que ele pensa; objetivamente, a candidatura Serra lançada em Brasília neste sábado representa o estuário do que há de pior no conservadorismo brasileiro. Um verdadeiro cavalo-de-tróia pintado com palavras de um difuso 'progressismo' para edulcorar o verdadeiro projeto por trás das rédeas: derrotar o avanço popular obtido a duras penas com o governo Lula nos últimos anos, mas sobretudo agora no segundo mandato; trazer a direita de volta ao comando do Estado brasileiro [de onde nunca saiu, mas perdeu a hegemonia absoluta da era FHC]. E, estrategicamente, impedir que a continuidade desse processo, representada por Dilma Rousseff, possa aprofundar a democracia social no país. Serra reúne os ingredientes para essa investida ainda que não seja o candidato ideal da direita por seu ''desenvolvimentista de boca', como diz Maria da Conceição Tavares.
O alardeado 'progressismo desenvolvimentista', na verdade, resume-se à prática de um fiscalismo autoritário que se harmoniza com a sua outra face, esta sim, muito apreciada pela coalizão que o apoio: o arraigado anti-sindicalismo; a aversão doentia à negociação com os movimentos populares que cobram a democratização efetiva do poder, que passa necessariamente pela maior participação nas decisões sobre onde, como e quando investir os fundos públicos. Por exemplo, quanto investir na remuneração de funcionários públicos que prestam serviços essenciais à população?
O menosprezo serrista a essa lógica ficou mais uma vez evidenciado na recente greve de um mês dos professores da rede pública do Estado de São Paulo. Há cinco anos sem correção salarial, com quase a metade dos contratos de trabalhos em regime precário eles não foram sequer recebidos em audiência para uma negociação trabalhista trivial.
'Lobos em pele de cordeiro', disse-o bem a candidata do PT esta semana sobre a dança dissimulada de discursos e projetos adotada como enredo de campanha pela coalizão demotucana. Um historiador não alinhado ao PT, Luiz Felipe de Alencastro, em entrevista ao jornal Valor Econômico da última sexta-feira, cuidou de dar a essa metáfora sua explicitação sintética ao perguntar e explicar por que, em sua opinião, Serra tem tudo para ser um blefe. A seguir leia trechos da entrevista do professor da cadeira de História do Brasil na Sorbonne ao Valor de 09-03:

"....Até a oposição compartilha desse otimismo [com o Brasil]. Dentro e fora do país há um consenso favorável sobre a economia brasileira, sobretudo com a entrada da China no mercado mundial, com uma forte demanda por matérias-primas. O lado negativo é que o comércio externo fica parecido com o que era no século XIX. Há um risco nessa divisão internacional do trabalho que vai se criando, em que o Brasil vira exportador de matérias-primas novamente.
"...O que me assusta é a ideia de ter Michel Temer como vice-presidente. Ele é deputado há décadas e foi presidente da Câmara duas vezes. Controla a máquina do PMDB e o Congresso à perfeição. Vai compor chapa com uma candidata que nunca teve mandato e é novata no PT. O presidencialismo pressupõe um vice discreto,

"...o problema dele [do Serra] é esse: com a expectativa em torno de seu nome, ele vai fazer o quê no governo? A própria Fiesp, que mais ela quer, senão seguir com a política de Lula? E os banqueiros, que se entopem de dinheiro? Sem contar os 26 milhões de pessoas que subiram na escala social. Não dá para saber o que Serra vai fazer. Não pode entrar com o discurso de acabar com a corrupção, porque isso não dá muito refresco e depende mais da Justiça, dos tribunais de contas.

"...Os dois mandatos de Lula criaram algo novo. O cientista político André Singer mostra [em artigo para a revista "Novos Estudos"] que Lula foi eleito no primeiro mandato pelos operários sindicalizados e pela classe média. No segundo, perdeu uma parte da classe média e ganhou entre trabalhadores não organizados e subempregados, graças aos programas sociais. Isso resultou num novo populismo. Segundo Singer, esse eleitorado é conservador, não quer mudanças, quer que o governo tome conta dele. Acho essa interpretação um pouco estática, porque pressupõe que a ascensão social desse subproletariado não incomoda ninguém, e que a ameaça de perder o que ganhou não o levará a uma politização ativa.

"... É o que alimenta a agressividade anti-Lula de certos jornais e revistas, que retratam a perplexidade de uma camada social insegura: os pobres estão satisfeitos e os ricaços também, mas a velha classe média não acha graça nenhuma. Ter doméstica com direito trabalhista, pobres e remediados comprando carro e atrapalhando o trânsito, não ter faculdade pública garantida para os filhos matriculados em escola particular. Tudo isso é resultado da mobilidade social, que provoca incompreensão e ressentimento numa parte da classe média. Daí o furor contra o ProUni, as cotas na universidade, o Bolsa Família. Leio a imprensa brasileira pela internet e às vezes fico pasmo com os comentários dos leitores, a agressividade e o preconceito social explícitos. O discurso de gente como o senador Demóstenes Torres no DEM [contra o sistema de cotas raciais nas universidades públicas] indica uma guinada à direita da direita parecida com a dos republicanos nos Estados Unidos. Lá, esse extremismo empolgou o partido inteiro e pode desestabilizar o país. A falta de perspectiva da oposição cria um vácuo para o radicalismo.

"...O problema é que, a princípio, Serra não é o candidato que a direita gostaria de ter. Ele é um democrata com trânsito numa parte da esquerda. Também é meio estatizante, adepto de uma política tarifária protecionista e por aí vai. Não é a mesma direita de Demóstenes Torres, Ronaldo Caiado ou mesmo Geraldo Alckmin...

"...Serra está confrontado a um impasse. Não pode elogiar Fernando Henrique e não pode atacar Lula. Que candidato ele pode ser? Qual é seu terreno? Ele pode ser um blefe nesse sentido. Na campanha, vai ter de prometer continuidade para os programas do PT. Quando Sérgio Guerra disse que o PSDB faria tudo diferente, foi um desastre. Disse que ia mexer no câmbio e nos juros. Falou disparates e levou um cala-boca do partido.

[Valor: Isso pode fazer com que a campanha se torne virulenta?] "... Na blogosfera, já começou. É terrível, a começar pelo episódio da ficha policial falsa de Dilma. É um sinal do que está por vir. Vai ser um vale-tudo monumental. Embora o impacto disso seja limitado no grande eleitorado, é forte entre os chamados "formadores de opinião". Sobretudo, cria um clima de tensão e de irresponsabilidade na campanha presidencial."

"...Como partido no poder, o PT se aguenta, porque tem financiamento também do patronato, empreiteiras, grupos que antes não o financiavam. O PT tem ainda uma máquina partidária bem operacional, tempo de televisão e, claro, a disciplina partidária. Mal ou bem, eleições para a direção do PT têm atraído dezenas de milhares de militantes. Que outro partido brasileiro tem essa participação? Todo mundo se lembra da "convenção do Massimo", que reuniu Serra, Aécio, Fernando Henrique e Tasso Jereissati, em fevereiro de 2006, num dos restaurantes mais caros do Brasil, em São Paulo, para discutir a candidatura do PSDB às eleições presidenciais daquele ano.

"...Há um quarteto de embaixadores aposentados que estão sempre na televisão, batendo em Celso Amorim e Lula. Repetem que a política externa é um desastre. Desastre? Os jornais americanos e europeus discordam. Nunca vi o Brasil com tanto prestígio. É até desproporcionado, dado o peso ínfimo do país no comércio internacional. Ao contrário da Índia e da China, potências atômicas com peso comercial enorme. Em maio, Lula vai ao Irã e está sendo criticado no Brasil. Já a "Economist" diz que é bom, porque abre novos canais de comunicação entre Estados Unidos e Irã. Nos últimos dias, a diplomacia brasileira usou com habilidade as regras da OMC e as manobras políticas para rebater o protecionismo americano na questão do comércio do algodão. Tenho certeza de que esse assunto, que começou em 2002 e ainda não terminou, ficará como um marco na história diplomática..."

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Quem brinca com a Justiça é você, Gilmar Mendes!



O ministro Gilmar (Dantas) Mendes, presidente do STF, afirmou que “não se pode brincar com a Justiça”, referindo-se ao discurso proferido pelo presidente Lula nesta quinta-feira (10), em São Paulo, no ato de apoio do PC do B à candidatura da ex-ministra Dilma Rousseff (PT) à Presidência da República. O ministro quis insinuar que Lula estaria ferindo a Legislação Eleitoral. Gilmar (Dantas) Mendes deixou a bola pingando na marca do pênalti. Quem és tu, Gilmar, para pressupor que Lula possa estar brincando com a Justiça? Quem brinca com a Justiça é você, Gilmar! Quem brinca com a Justiça é um ministro que brinda uma figura como Daniel Dantas com dois hábeas corpus seguidos, liberados em menos de 48 horas, para livrá-lo da prisão! Dantas fora preso, em julho de 2008, na Operação Satiagraha. A Polícia Federal havia cumprido ordem do juiz federal Fausto de Sanctis, da 6ª Vara Criminal Federal. A PF o acusa de formação de quadrilha para praticar crime financeiro. De tão escandalosa que foi a atitude de Gilmar Mendes, a Associação dos Juízes Federais de São Paulo e Mato Grosso do Sul veio a público à época repudiar o presidente do Supremo. Gilmar Mendes sempre será lembrado como uma espécie de nódoa do STF. Entre ele e o presidente Lula existe uma abissal e oceânica diferença de caráter e valor moral. O presidente Lula esta findando uma excelente gestão que tirou milhões de brasileiros da linha de pobreza e por isso é reconhecido e adorado por mais 80% da população do seu país. No exterior, Lula é tido como uma das maiores lideranças políticas do mundo, basta observar o que diz a imprensa estrangeira, que não sofre da miopia seletiva de boa parte da imprensa nacional. E Gilmar Mendes, como é visto? Segundo disse seu próprio colega do STF, ministro Joaquim Barbosa, que o acusou de “comandar capangas”, Gilmar Mendes “destrói a credibilidade do Judiciário brasileiro”. Gilmar Mendes, o melhor que você faz é não brincar com a cara dos brasileiros com suas bravatas.