domingo, 30 de março de 2008

Partido da Imprensa Golpista esperneia e ataca



Já era esperado. Com a divulgação dos últimos resultados da pesquisa CNT/Sensus, os quais indicam que a popularidade do presidente Lula atingiu a maior aceitação desde seu primeiro mandato – 58% acham sua administração boa e ótima - o Partido da Imprensa Golpista - o Pig, no dizer do jornalista Paulo Henrique Amorim - abriu uma nova bateria de escândalo político. Agora, as cargas são despejadas com força pra cima da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, a chamada mãe do Programa de Aceleração do Crescimento, o PAC. Os índices sociais e econômicos alcançados, ainda que estejam longe do ideal, já assustam a oposição, que teme por uma provável transferência de votos do presidente para a possível candidata Dilma Rousseff em 2010. Foi preciso agir. Os jornalões e Tv’s do Brasil procuram achar um jeito de como barrunfar a névoa certa para despistar a opinião pública, o que há algum tempo não têm conseguido, dada a desidratação do número de leitores e telespectadores que estes têm registrado. Lendo, vendo e ouvindo os panfletos das famílias Frias, Mesquita, Civita e Marinho se pode ter uma idéia, entrelinhas, do discurso que eles pretendem conduzir e qual o motivo das suas estratégias. O sociólogo e teórico da Comunicação J.B. Thompson afirma que é importante cultivar a mídia, ou mesmo tê-la à mão, dominado-a ou adquirindo-a. Segundo ele, no campo político da democracia liberal, “um estoque sadio de capital simbólico não é apenas um recurso útil, é uma condição necessária de eficiência política, tão importante como uma boa organização partidária e um forte apoio financeiro”. Postado neste final de semana no site do Estadão, o comentário do “analista” político Marco Antonio Villa procura explicar a popularidade do presidente por um viés economicista, afirmando que esta decorre do fato da economia está indo bem. Depois Villa afirma que com a “crise” do suposto dossiê montado na Casa Civil para atingir FHC, que teria sido forjado pela secretária-executiva de Dilma Rousseff, Erenice Guerra, a candidatura da ministra estaria natimorta. Penso que pela vontade única e exclusiva do porta-voz da família Mesquita. Segundo a “análise”, o Brasil vive um bom momento econômico apenas pelo efeito, diria ele em palavras subentendidas, da pujança econômica mundial. Contraditório, não? Lá fora o caos brotado a partir dos Estados Unidos está devastando os ativos no mundo inteiro e o Brasil, até o momento, sente pouco o efeito da crise norte-americana. No entanto, nenhuma palavra, nenhuma efetiva análise sobre a gestão do governo. Puro estrategismo opinativo. Por outro lado, dar-se-á prosseguimento à velha tática do rolo compressor, à semelhança do que já ocorreu no passado recente, quando a crise do mensalão foi emendada com as crises área e dos cartões corporativos. E a cultura noticiosa dominante prossegue escandalizando a política, desconstruindo-a, transformando-a em factoides diários. A oposição midiática talvez não se dê conta que cada vez mais tem falado para menos receptores. É um esperneio quase que isolado. E por detrás dele, a angústia de diversos setores da sociedade que temem a evolução dos programas de transferência de renda. Não aceitam um estado que fomente o desenvolvimento econômico a partir de políticas mais distributivas. São os 13% da população que, de acordo com a pesquisa do Instituto Sensus, rejeitam o presidente Lula, talvez os mesmos que lêem a Veja, o Estadão, a Folha e o Globo.

domingo, 23 de março de 2008

Michael Moore ataca novamente

O cineasta Michael Moore (foto) bate novamente no estabeleshiment norte-americano e põe a nu o sistema de saúde dos Estados Unidos, totalmente privatizado e custeado com o dinheiro público


Cortar na própria carne talvez seja o propósito do novo documentário do cineasta Michael Moore, Sicko ($O$ Saúde), já em exibição no país. Agulha e linha à mão, um cidadão estadunidense tenta costurar um ferimento na perna, a seco. Ele afirma não ter seguro-saúde para ser atendido por um serviço médico. É a primeira cena, o primeiro momento de uma denúncia que põe a nu o sistema de saúde no império do capitalismo internacional. Alguns críticos têm dito que Moore retorna à mesma estratégia de descortinar as contradições da sociedade norte-americana. Mas se elas existem? Comparando os serviços de saúde do seu país com os oferecidos no Canadá, Inglaterra, França e Cuba, o documentarista revela uma faceta cruel: os Estados Unidos não são dotados de atendimento universal para todos os seus cidadãos. Alguns depoimentos beiram ao macabro. Um trabalhador que teve que optar pelo implante de um dos dois dedos ceifados num acidente de trabalho, pois não tinha recursos para a cirurgia de ambos; um casal de idade provecta que foi obrigado a vender a casa para custear o tratamento de um câncer na mulher; uma mãe que viu a filha morrer nos braços por falta de atendimento; pessoas em pleno gozo de saúde rejeitadas por seguradoras por terem uma herpes banal; e uma paciente com cerca de 60 anos que foi deixada no meio da rua por um hospital porque seu “seguro” não permitiu que ela continuasse internada. O documentário traz também denúncias de corretores e médicos que relatam ordens e “metas” exigidas por empresas que exploram o segmento, a exemplo da poderosa Aetna. Mas o que pode ter deixado mais possesso o estabileshment estadunidense é a maneira como o documentário revela as relações das empresas seguradoras de saúde e a classe política local. Parlamentares, democratas e republicanos, citados por receberem milionárias doações de campanhas das seguradoras e o histórico que facilitou a entrada do grande capital na exploração da saúde pública dos Estados Unidos, desde a era Nixon até o momento George Bush Jr. Lucros é o que interessa, sempre! Respondendo ao repórter Michel Guerrin, do jornal francês Le Monde, o documentarista afirma: "Os Estados Unidos são o único país ocidental a não dispor de cobertura social universal, e o único onde as operadoras de planos de saúde recebem dinheiro público. O objetivo delas não é curar as pessoas, mas maximizar os lucros". O cineasta se refere a uma sociedade onde 1/3 da população não conta com nenhum serviço de saúde. E Moore não deixa por menos, aplicando o golpe final numa provocação que afronta os brios do conservadorismo norte-americano. O cineasta resgata 11 pessoas que trabalharam como voluntárias no episódio do 11 de setembro e que se encontram doentes em decorrência dos efeitos colaterais do desabamento das torres gêmeas. Os chamados heróis nacionais, como foram ovacionados à época, não têm como se tratar dignamente, já que o Estado norte-americano não os ampara. Moore os coloca num iate e os leva para Havana, Cuba, onde são atendidos por um serviço público de saúde melhor do que no país de origem. É o gran finale com tapa de luva de pelica, mas que mais se assemelha a um toque de proctologista. Com roteiro bem amarrado e boa produção, trata-se de um grande filme, brilhante!


domingo, 16 de março de 2008

Condolezza Rice na Bahia, o rescaldo



O grande evento midiático da semana passada na capital dos baianos foi, sem sombra de dúvida, a visita da secretária de Estado dos Estados Unidos Condolezza Rice. A justificativa da visita a Salvador foi conhecer projetos educacionais de uma concessionária local de distribuição de energia em parceria com entidades do seu país. Durante a estadia de menos de dois dias, a porta-voz dos interesses de Washington usou fitinhas do Bomfim, tocou pandeiro com o ministro Gilberto Gil e assistiu a rodas de capoeiras enquanto distribuía sorrisos e seus seguranças safanões em quem se atrevesse chegar a menos de quinze metros dela. Uma testemunha que se encontrava na empresa visitada – também funcionária da mesma - relatou a agressão de um agente da Casa Branca a um cinegrafista de uma emissora local. Segundo o relato, o gringo brutamontes desfechou uma braçada no profissional que chamou atenção de uma agente da Polícia Federal que se encontrava próxima. De forma altiva, a agente partiu pra cima do gorila de Condolezza e lhe disse, em português claro e tom elevado: “Aqui é o Brasil e aqui mando eu, não vocês! Nós é que decidimos sobre os métodos de segurança”. Na mesma empresa, a assessoria de comunicação vibrava com a mídia espontânea patrocinada pela ilustre presença, já que imagens da secretária estavam chegando aos quatro cantos do mundo figurando na retaguarda a logomarca da concessionária. Mas o ponto alto da visita foi a entrevista concedida com exclusividade à Rede Globo por intermédio do seu repórter, William Waack. Sempre levantando a bola de Condolezza, Waack não escondia a missão dada pelo chefe Ali Kamel em aproveitar o momento para, a partir do conflito recente na fronteira entre Equador e Venezuela, reforçar a posição dos setores republicanos dos Estados Unidos. Elogiando o Brasil e definindo o país como uma liderança do continente, a secretária de Estado de George Bush armou o biombo perfeito para defenestrar o governo Venezuelano e enaltecer o apoio a Álvaro Uribe, presidente da Colômbia e títere dos interesses estadunidenses. Uma dessas levantadas de bola se deu quando o jornalista da Globo perguntou a Condolezza a respeito das “ações dos narcotraficantes das Farcs”. E a resposta, a previsível: “O nosso governo é contrário às forças terroristas que seqüestram pessoas inocentes”. Como William Wack não atuava como repórter e sim como levantador de bolas, faltou a tensão necessária caso à frente da secretária se encontrasse, de fato, a atuação de um jornalista. E sobre os grupos paramilitares assassinos ligados a Uribe, senhor Wack, nenhuma pergunta? E quanto às graves acusações que também pesam sobre ele acerca de envolvimento com narcotraficantes, que inclusive exercem cargos no seu governo? Nada, nobre Wack? Depois das bolas terem sido devidamente rebatidas por Condolezza, à semelhança de um logral ensaiado, a entrevista findou no belo cenário da orla do bairro do Rio Vermelho. Por do sol às costas, vieram as amenidades: a nova paixão da secretária, a cidade do Salvador, e o desejo da mesma de retornar para passear. E o “tema” foi a chamada do Jornal nacional daquele dia. Belo Jornalismo.

Os latifundiários da web

A fome desvairada por lucros pode acabar com a liberdade de expressão e conteúdos na Internet. Bill Gates (foto) é um dos "latifundiários" da rede que exerce irresponsável controle sobre softwares e hardwares

A violenta luta mercadológica das grandes corporações de mídia que operam na Internet está colocando os usuários da rede como reféns de suas disputas. Diz um provérbio indu que quando dois ou mais elefantes brigam quem sofre é a grama. Usuários que instalam novos sistemas operacionais da Microsoft, a exemplo do Windows Vista e suas diversas plataformas de apoio, estão quase que sendo impedidos de navegar livremente por sites que a empresa de Bill Gates entende como “ameaças” ao sistema. E os bloqueios vêm em forma de avisos sobre plausíveis inseguranças para quem acessar, por exemplo, sites da Google ou da Yahoo. É fácil imaginar que as duas últimas buscarão agir da mesma forma que a gigante concorrente num futuro próximo. A questão é o dinheiro e o garroteamento de usuários na web significa enormes bancos de dados para atuais e futuras conversões destes em consumidores. Com a eminente unificação das mídias por intermédio da digitalização, volumosos recursos de investimentos publicitários, outrora destinados a canais de televisão, rádios e impressos, estão sendo reorientados para a Internet e suas derivações, como a telefonia móvel. O pesquisador Hervé Le Crosnier, da Universidade de Caen, França, chama atenção em artigo publicado no jornal Le Monde Diplomatique que o investimento em publicidade na rede consumiu cerca de 40 bilhões de dólares em 2007. Ainda segundo Crosnier, estimativas da própria Microsoft prevêem que esse número deverá dobrar até 2010. No ano passado, a Google teve 588 milhões de acessos, a Microsoft 540 milhões e a Yahoo 485 milhões. A briga está feroz e se tornará ainda mais ácida. E nessa disputa os usuários da web ficam vulneráveis às adequações das “necessidades” publicitárias das megacorporações. Questiona-se então a própria condição da Internet, uma ferramenta de mídia que presumivelmente pode democratizar a divisão do bolo informacional no mundo. O controle desse espaço por um pequeno clube de investidores poderá ameaçar o acesso livre e, o mais grave, restringir paulatinamente a liberdade de conteúdo na web. Em meados do século XX, um grupo de intelectuais do Instituto de Pesquisa Social de Frankfurt, denominando posteriormente de Escola de Frankfurt, antecipou essa fagocitose midiática a partir de estratégias nas quais os bens culturais simbólicos estariam suscetíveis às demandas do mercado e sua lógica. E a “profecia” poderá ser cumprida à risca na atual idade mídia. Tal controle, na verdade, destila-se em controle ideológico, já que a Internet ainda é um espaço presumivelmente democrático. Segundo o sociólogo Sérgio Amadeu, pesquisador e militante do software livre, “a tecnologia digital permite uma grande transformação sócio-comunicativa, e se, anteriormente a população só recebia informações pela mídia, agora passa também a poder produzir seu próprio conteúdo e disponibilizá-lo na Internet”, conclui. Então as disputas pelos consumidores na web traduzem-se também em ameaças à qualidade dos conteúdos e suas orientações de discursos. Quando um programa do Windows Vista “trava” o download de um software livre, a exemplo de um executor de mídias como o Miro ou um navegador do tipo Mozila, não está apenas restringindo ao usuário o acesso às ferramentas, mas muito mais à diversidade de conteúdos e espaços que não queiram se dobrar à lógica das megacorporações. O próprio conceito de site, que significa sítio, remete a um espaço pequeno e a Internet deveria, e deve ser, um conjunto desses pequenos “sítios” no qual prevaleça a diversidade e a democracia de opção e participação. De modo contrário, prevalecerão os “latifúndios” midiáticos que reproduzirão na web o que já é realidade nos suportes mais antigos, como o rádio, a TV e os impressos. É tudo que deseja Bill Gates, a Fox e os demais mastodontes da mídia mundial.

quarta-feira, 5 de março de 2008

A notícia não dada ou a "verdade" conforme a Globo

O presidente do Equador, Rafael Correa, é uma voz quase que deletada do noticiário da Globo. Seu país teve o espaço aéreo violado pela Colômbia, fantoche dos Estados Unidos, e mesmo assim é tido como "agressor" pela inteligentsia jornalística da Vênus Platinada

Novamente o logral ensaiado da grande mídia tupiniquim serve como caixa de ressonância dos meios de comunicação estadunidenses. O efeito papagaio ganha novos contornos. A invasão do espaço aéreo equatoriano pelo exército colombiano, ocorrido no sábado passado, 01/03, que resultou no assassinato do número dois das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), Raúl Reyes, e mais 16 guerrilheiros, provocou uma crise político-militar no continente que é propícia aos interesses de Washington. E os jornalões e as emissoras de rádio e TV fazem a festa com o, até o momento, embaraço diplomático que envolve Colômbia, Equador e Venezuela. As pérolas foram as notícias veiculadas conforme a ótica de Ali Kamel, diretor de Jornalismo da Globo. Com bastante estardalhaço o jornalista Renato Machado anunciou a crise na América da Sul no início da semana no telejornal Bom Dia Brasil, não citando o fato em si, mas focando a informação na iniciativa do presidente venezuelano Hugo Chávez em deslocar 10 batalhões para a fronteira do seu país com a Colômbia. A violação do espaço aéreo equatoriano não mereceu posição de lead na matéria. Posteriormente, veio o comentário do âncora Alexandre Garcia. O mesmo diapasão. Garcia se refutou a comentar o problema de forma didática, e não o fez por pruridos ideológicos. Ficou então o telespectador a boiar, sem saber a respeito do emaranhado político que envolve as organizações de esquerda na Colômbia, como as Farc e o Exército de Libertação Nacional (ELN), e a direita e seus grupos paramilitares, que hoje têm como representante máximo o próprio presidente do país, Álvaro Uribe. À semelhança de Machado, Garcia se limitou a atacar Chávez e afirmar a ligação das Farc com o narcotráfico e os governos equatoriano e venezuelano. Mas não informou que o governo de Álvaro Uribe é que está sendo apontado de ter ligações com o narcotráfico, conforme denúncia disparada pelos chefes de Estado do Equador, Venezuela e as próprias Farc. Nem mesmo a decisão do presidente equatoriano, Rafael Correa, em colocar as forças militares do seu país em alerta máximo na fronteira colombiana foi noticiada de imediato. No comentário do âncora, nada também sobre a violação do território do Equador pelas forças colombianas a partir da análise do Direito Internacional. Ou seja, a notícia que presumivelmente poderia informar alguma coisa se torna “refém” dos comentários que a ornam. E assim tem prosseguido o “cast” informativo de boa parte da mídia corporativa país afora acerca da crise em curso. No Jornal Nacional da terça-feira à noite, quatro minutos foram dedicados a apresentar os documentos apreendidos pelos militares colombianos que indicavam a “ligação” do Estado salvadorenho com as Farc. No entanto, nenhuma palavra dita sobre o posicionamento do ministro das Relações Exteriores da França, Bernard Kouchner, que lamentou a morte de Raúl Reyes. “Não é uma boa notícia”, disse Kouchner, “que o homem com o qual falávamos e tínhamos contatos tenha sido morto”. O ministro defendeu que os esforços agora devem ser redobrados para a libertação dos reféns da guerrilha, em especial de Ingrid Betancourt, a ministra de nacionalidade franco-colombiana que é refém das Farc há quatro anos. Reyes, autoridades do Equador, Venezuela e o próprio Kouchner negociavam a libertação de Betancourt e mais outros reféns. A declaração foi veiculada pela agência France Press, e o comando de Jornalismo da Globo evidentemente sabia a respeito, mas não deu. Por outro lado, enquanto a maior parte dos órgãos de imprensa brasileiros copia os discursos vindos da imprensa dos estados Unidos, os quais dizem que Chávez quer se aproveitar do clima de tensão para elevar sua popularidade, passam a omitir peremptoriamente a situação interna da Colômbia. Segundo o cientista político Emir Sader, é a linha dura de Uribe, que precisa dos enfrentamentos militares para manter sua popularidade interna e conseguir reformar de novo a Constituição e poder obter um terceiro mandato. Diz Sader: “Ele (Uribe) perdeu as eleições municipais internas nas principais cidades do país, como Bogotá, Medellin, Cali, por isso precisa desviar a atenção dos colombianos para que não avaliem seu governo, mas se mantenham sob a chantagem da guerra, com ele supostamente representando a paz. Quando na realidade Uribe representa e precisa da continuidade da guerra”. Fica então boa parte da população do país refém das notícias-pela-metade. Claro intuito de não tocar no cerne principal da questão: o uso da situação por parte dos Estados Unidos para uma intervenção armada no continente sulamericano, aonde a maioria dos países vem trilhando caminhos políticos distantes dos interesses de Washington, que tem a Colômbia como aliada. E o invólucro dessa intervenção começa pelo efeito papagaio disseminado na mídia corporativa nativa da América do Sul, que constrói cenários favoráveis à Casa Branca.