sábado, 11 de abril de 2009

A Rede Globo não quer baixar os juros



Para entender a Rede Globo não basta apenas focar sua história, mas muito mais decodificar suas mensagens. O Jornal Nacional da última quinta-feira deu a noção exata do recado passado pela emissora dos Marinhos. Porta-voz dos interesses dos conglomerados financeiros, a diva do Jardim Botânico mostrou toda sua ira ao “noticiar” a mudança da direção do Banco do Brasil. No início deste mês o ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou o nome do novo presidente da instituição, Aldemir Bendine, que substituirá Antônio Francisco de Lima Neto. O Governo quer que o BB pratique juros mais baixos e diminua o spread, que é a diferença entre o juro pago pelo banco como remuneração do dinheiro captado e aquele que é cobrado dos tomadores de empréstimos. Ou seja, o objetivo é ampliar o crédito para enfrentar as adversidades da crise econômica, que se notabiliza justamente pelo estrangulamento do mercado creditício na sociedade, impedindo a expansão da economia e a geração de empregos. E a fonte ouvida para emissora para criticar a medida foi o economista ultra-ortodoxo e neoliberal Maílson da Nóbrega, ex-ministro da Fazenda de José Sarney. Maílson criticou o Governo Federal com o argumento de que o BB estaria “perdendo competitividade” ao baixar os juros, imputando um suposto maniqueísmo político por parte do governo. O economista não aceita que um banco estatal possa servir aos interesses da sociedade e sim à especulação financeira. O spread bancário brasileiro é 11 vezes maior que o praticado nos países desenvolvidos. Maílson da Nóbrega e a procuradora-mor da República, Miriam Leitão, ainda não se deram conta que suas “verdades” outrora arrotadas já não mais condizem com a realidade.

Um desabafo, um grito de socorro

O documentário A Morte Inventada, uma realização da Caraminhola Produções, é um grito de alerta ante a surdez da sociedade para um problema que tem dilacerado relações entre pais separados e filhos, a alienação parental. E o pior, com a anuência de boa parte do Poder Judiciário e operadores jurídicos. O filme traz depoimentos de pessoas, entre elas vários adolescentes, que simplesmente perderam o contato com seus pais após processos de separações e divórcios. No intuito de se vingar dos ex-parceiros, mães e familiares passam a alienar a figura paterna, que vai gradativamente desaparecendo da existencia das crianças, que, indefesas, tornam-se vítimas desse crime horrorendo. Crime cometido com o beneplácito de alguns juízes e juízas das varas de família. Um problema que é fruto do mar profundo da alienção e da desinformação de um Judiciário caduco e retrógado, operado, em boa medida, pela insensibilidade de magistrados que deveriam se envergonhar da própria toga. Quem quiser conhecer melhor o trabalho pode acessar o belo - e triste - site www.amorteinventada.com.br .

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Entrevista de Lula à BBC de Londres

O presidente Lula concede entrevista à TV BBC durante a reunião do G-20, em Londres. " Depois da euforia inicial, o protecionismo gera recessão, depressão e caos".Veja aqui.

Logo tu, Heraldo, falando em perseguição?

Se há uma coisa que o deputado estadual Heraldo Rocha (DEM), líder da oposição na Assembléia Legislativa da Bahia, sabe fazer, e bem, é proselitismo político. Em entrevista a um site de um jornalista baiano, ele declarou que “o Governo da Bahia está desesperado”, se referindo à presumível instalação de uma CPI naquela casa – que nunca ocorrerá - para investigar atos da Secretaria da Fazenda. A oposição argui que a Sefaz estaria perseguindo, mediante devassa fiscal, as empresas de comunicação da família do falecido senador Antônio Carlos Magalhães, pai do senador ACM Júnior e do deputado federal ACM Neto, conforme a linhagem da dinastia. Depois da última pesquisa do Instituto Datafolha quem deve estar desesperado é Heraldo Rocha. Aliás, bem que a oposição poderia ter escolhido um mote mais inteligente para atacar o Governo. Quem é Heraldo Rocha para falar de perseguição política? Logo ele, que defendeu como um cão sibalino os governos mais perseguidores e autoritários da história política da Bahia, como foram as gestões de Antônio Carlos Magalhães e seus ventrílocos de plantão. Onde se encontrava Heraldo Rocha à época do Regime Militar? Existe algum depoimento dele defendendo os que foram, de fato, perseguidos por motivação política? Por um acaso sua voz se levantou contra seu senhor e amo político, o truculento ACM, quando este encetava atos arbitrários? Por um acaso Heraldo Rocha se solidarizou com os estudantes da UFBA quando estes foram espancados pela polícia a mando do ventrícolo César Borges em maio de 2001? Moral de plástico! Proselitismo barato!