A Rede Globo não quer baixar os juros



Para entender a Rede Globo não basta apenas focar sua história, mas muito mais decodificar suas mensagens. O Jornal Nacional da última quinta-feira deu a noção exata do recado passado pela emissora dos Marinhos. Porta-voz dos interesses dos conglomerados financeiros, a diva do Jardim Botânico mostrou toda sua ira ao “noticiar” a mudança da direção do Banco do Brasil. No início deste mês o ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou o nome do novo presidente da instituição, Aldemir Bendine, que substituirá Antônio Francisco de Lima Neto. O Governo quer que o BB pratique juros mais baixos e diminua o spread, que é a diferença entre o juro pago pelo banco como remuneração do dinheiro captado e aquele que é cobrado dos tomadores de empréstimos. Ou seja, o objetivo é ampliar o crédito para enfrentar as adversidades da crise econômica, que se notabiliza justamente pelo estrangulamento do mercado creditício na sociedade, impedindo a expansão da economia e a geração de empregos. E a fonte ouvida para emissora para criticar a medida foi o economista ultra-ortodoxo e neoliberal Maílson da Nóbrega, ex-ministro da Fazenda de José Sarney. Maílson criticou o Governo Federal com o argumento de que o BB estaria “perdendo competitividade” ao baixar os juros, imputando um suposto maniqueísmo político por parte do governo. O economista não aceita que um banco estatal possa servir aos interesses da sociedade e sim à especulação financeira. O spread bancário brasileiro é 11 vezes maior que o praticado nos países desenvolvidos. Maílson da Nóbrega e a procuradora-mor da República, Miriam Leitão, ainda não se deram conta que suas “verdades” outrora arrotadas já não mais condizem com a realidade.

Comentários

Anônimo disse…
zeca,
tem como você adicionar o blog de protogenes no seus favoritos? motivo? óbvio!

abrçs
italo

http://blogdoprotogenes.com.br/
ITALO disse…
BARBOSA! MANDA GILMAR MENDES SE FUDER...

Postagens mais visitadas deste blog

Snowden. Ou o fim da utopia cibernética

Num dia de agosto de 1992

Fé e ciência. O que Buda e Cristo têm em comum?