sexta-feira, 28 de maio de 2010

Banda do c...Violeta de Outono

Apresentação da banda gaúcha Violeta de Outono, em 1987, no programa Perdidos na Noite, da Band, comandado por um Faustão anárquico e bem melhor do que é hoje. A Violeta foi uma das melhores bandas do Rock Brasil nos 80 Curtam!

terça-feira, 25 de maio de 2010

Sejamos realistas, enxerguemos o possível!



Diante das últimas pesquisas divulgadas pelos institutos Sensus, Vox poppuli e Datafolha, cujos resultados variam da ligeira vantagem para a candidata petista Dilma Rousseff ao empate técnico com seu opositor, José Serra (PSDB), é de se supor que a coordenação de campanha demotucanamidiática procure uma saída para enfrentar a avalanche de votos que estão sendo transferidos pelo presidente Lula à sua candidata. Os números são expressivos. No Sensus, Dilma ficou com 38% das intenções de voto e Serra 35%; no Vox Poppuli a petista atingiu 37% contra 35% do seu opositor; e no Datafolha ambos empataram em 37%. Dilma já esteve a 25 pontos percentuais abaixo de José Serra, que desde fevereiro se encontra estagnado. Mas o estrago maior foi no próprio terreiro tucano. Segundo o Datafolha, em pouco mais de um mês a vantagem que Serra tinha no sudeste caiu de 19 para 7 pontos. Em meados de abril o candidato demotucano beirava os 45%, contra 26% da petista nesta região. O quadro foi quase o mesmo no sul. Em abril a vantagem de Serra sobre Dilma era de 22 pontos (48 a 26) e regrediu para apenas três pontos na última sondagem. E o dado mais forte: em dois anos Dilma Rousseff eliminou a diferença de 40 pontos para o adversário na seara nacional. É pouco? Esta sopa de algarismos pode ter entorpecido a cabeça do comando demotucanomidiático e despertado os instintos mais vis da extrema direita brasileira. E a saída para as cassandras pode ser a radicalização do processo. Golpe à vista? Sejamos realistas, enxerguemos o possível. Nesta segunda, a procuradora do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Sandra Cureau, afirmou: “a candidatura da ex-ministra Dilma Rousseff (PT) à Presidência caminha para ter problemas já no registro e, se eleita, na sua diplomação”. Segundo Cureau, “existe uma quantidade imensa de coisas na pré-campanha de Dilma que podem ser interpretadas como abusos de poder econômico e político”. Dado o recado. Quem tiver ouvidos para escutar e cabeça para entender que o faça. Não se pretende aqui aludir nenhuma teoria conspiratória, mas é factível imaginar que as insinuações acerca da jurisdicionalização da campanha começam a ganhar corpo entre políticos oposicionistas, colunistas e membros do Judiciário. A despeito dos argumentos de esquina que continuam embalando a mídia do PSDem, tipo “a ascensão de Dilma decorreu de um programa ilegal de TV”; “Junho será o mês de Serra”; ou “Aécio será convidado a ser vice, dando ânimo à campanha”, o fato é que o consórcio demotucano está cônscio que pode se tratar de uma batalha inglória. O plebiscito que se avizinha será extremamente desvantajoso para seu candidato. Guardadas as diferenças e proporções, não temo afirmar que existem setores da reação inclinados a hondurar o processo político brasileiro. O intento, não há dúvida, é inviabilizar juridicamente a candidatura de Dilma com ares de legitimidade. Esta estratégia pode ainda não está sendo externada a plenos pulmões, mas os sinais que dela emanam já são perceptíveis. Os brucutus de 1964 podem estar sendo arrancados dos subterrâneos para garantir “a ordem” invertida e a sobrevivência da UDN. Fiquemos alertas!

quinta-feira, 20 de maio de 2010

"Querem fazer da Grécia um tubo de ensaio"

Da Esquerda NET

Quinta greve geral realizada este ano paralisa o país. Mais de 20 mil manifestam-se em Atenas e denunciam que o plano de austeridade vai agravar o desemprego, que já está em 12%. No dia em que a Grécia realiza mais uma greve geral, Stathis Kouvélakis, professor grego de filosofia política, alerta para que este país é o elo mais fraco, porque o seu capitalismo é mais frágil, mas também destaca que é na Grécia que o nível de resistência social é maior. A matéria é do Esquerda.Net.


quarta-feira, 19 de maio de 2010

Oliver Stone apresenta uma América do Sul que as corporações de mídia do continente não falam

O cineasta norte-americano Oliver Stone lança seu novo filme: South of The Border - Ao Sul da Fronteira. O trabalho foi lançado nesta terça-feira (18), em Madrid, e contou com a presença dos presidentes da Bolívia, Evo Morales, e do Paraguai, Fernando Lugo, além do ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez. Stone, que está em Cannes, participou do evento via internet.
No filme, o premiado cineasta de JFK, Nascido em 4 de Julho e Platoon, entrevista Lula, Hugo Chávez, Morales, Cristina e o marido, o ex-presidente argentino Néstor Kirchner, Fernando Lugo, o presidente do Equador, Rafael Correa, e Raúl Castro. E mostra as visões desinformadas que se tem nos EUA sobre a onda de governos progressistas na América Latina.
O filme será exibido na Venezuela no dia 29 de maio, um dia depois em Quito, e no dia 1° de junho em Cochabamba, na Bolívia.No Paraguai o filmer estréia em 2 de junho e, depois, será exibido no Brasil e na Argentina. A estréia nas salas nortemericanas será a 25 de junho. Assista o trailler.


Tucanos e falcões unidos S/A

Da Carta Maior

A atabalhoada reação norte-americana ao acordo com o Irã, negando uma proposta que há seis meses vocalizava como imperativo da paz, demonstra que a prioridade da Casa Branca não é, nunca foi, conter a proliferação nuclear no Oriente Médio. O objetivo agora explícito dos EUA, ao preconizar uma escalada de sanções que incluem a interceptação de navios iranianos em alto mar e a devassa no Banco Central do país, é a rendição incondicional de Teerã à hegemonia dos EUA e a de seus aliados na região. A paz é secundária nesse jogo de xadrez em que Washington só aceita o xeque-mate a seu favor. O termo 'rendição incondicional' foi apropriadamente utilizado pela arguta analista da Folha, Claudia Antunes, para descrever a estratégia de guerra embutida no vocabulário da paz expressa nos movimentos públicos e reservados de Obama e da secretaria Hillary Clinton nos últimos dias. Obama ligou para Medvedev e tentou catequizá-lo por uma hora e 30 minutos para sabotar a iniciativa brasileira pouco antes do desembarque de Lula em Moscou. Fez o mesmo com o principado do Qatar, horas antes da chegada da comitiva brasileira. Desnuda-se à opinião pública mundial que o Departamento de Estado norte-americano opera para derrubar governo iraniano, sendo o Tratado de Não Proliferação Nuclear mero adereço de mão desse desfile bélico. As 'armas de destruição em massa' cumpriram o mesmo papel na pavimentação do ataque desastrado ao Iraque que jogou os EUA em um novo atoleiro no Oriente Médio. O desenlace desta vez --se 'bem sucedido', o que é a cada dia mais controverso-- seria possivelmente instalar em Teerã um regime da estrita confiança de Washington, a exemplo das notáveis 'democracias' reinantes na 'liberal' Arábia Saudita ou no Qatar, por exemplo. É a sintonia sabuja com essa lógica de isolamento e golpe que o candidato da coalizão demotucana, José Serra, expressou recentemente em entrevista à RBS, ao dizer: " 'Eu não receberia, nem visitaria Ahmadinejad'. A subserviência soa como música aos ouvidos dos falcões de Washington. Fica claro, porém, em mais esse aspecto, que o Brasil de hoje não é o de ontem; e Serra não é, nunca foi, nem poderia ser um continuador da política de Lula, internamente, ou no cenário internacional.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Dilma brilha na CBN

A pré-candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, mostra segurança e firmeza na sabatina da rádio CBN. Ouça aqui a entrevista na íntegra.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Ficha Limpa aprovado. E o resto da faxina?



O projeto Ficha Limpa, em tramitação no Congresso Nacional e festejado como varinha de condão da moralização política do país, a despeito da sua importância é apenas uma das iniciativas para o intento desejado. O problema é que outras medidas, de igual ou maior importância, e que devem se agregar a esta, não têm ganhado a necessária visibilidade, como a Reforma Política e o financiamento público de campanhas. É proposital e estratégico. Reduzir a política a um bom mocismo senso-comum afasta questões mais complexas e significativas do debate. Insensar apenas a honradez dos candidatos ao parlamento não garante significativos avanços para o amadurecimento democrático. A história do País tem provado isso a granel. Um nada consta na folha corrida seria o beneplácito para clareza de propósitos? A ficha, de fato, só ficará limpa quando a Constituição do Brasil iniciar o divórcio entre o processo político e o poder econômico. Claro, esta mudança não se dará na virada da noite, mas é preciso que seja iniciada, de imediato, sob pena da nova lei se tornar o limite tolerado pelas elites nativas. Aliás, basta observar o comportamento histriônico desses setores quando se trata de ampliar os mecanismos de controle social e radicalizar a democracia participativa. A Conferência Nacional de Comunicação e a terceira edição do Plano Nacional de Direitos Humanos são dois exemplos do quanto é seletivo o conceito de idoneidade dos grandes grupos empresariais, sobretudo os ligados à mídia corporativa e segmentos conservadores das Forças Armadas, ruralistas e Igreja Católica, para citar alguns. É correto se exigir passado limpo para o cidadão pleitear um mandato, óbvio! No entanto, quando se fala em punir torturadores, com fichas explicitamente sujas, muda-se de opinião, taxando de revanchismo aqueles que exigem justiça. O mesmo vale para o controle social da mídia ante abusos que reforçam preconceitos e outras formas de discriminação. Aí o rótulo é de censura. A aposta de que o projeto ficha limpa, por si só, garanta a assepsia do parlamento é tão ingênua como acreditar em gnomos. A maior parte da sujeira nos parlamentos é produzida pelos lobbys dos mega interesses corporativos que transitam nas casas legislativas. A remoção dessa lama corruptora deve ser concomitante às necessárias exigências previstas para os candidatos na lei a ser promulgada. Um primeiro passo importante seria alterar o mecanismo do voto. As eleições devem ser disputas entre programas e despersonalizá-las é fundamental para garantir mais legitimidade às escolhas. Votar no partido e não necessariamente nas pessoas. As agremiações políticas incrementariam a democracia interna oferecendo listas de candidatos referendados pelas legendas. Os custos com os processos eleitorais, por sua vez, devem ter origem em fundos públicos e limitados de forma equânime entre todos os partidos, sob rígida fiscalização da Justiça Eleitoral. Ficariam proibidas quaisquer formas de contribuição econômica oriundas de corporações e empresas, inibindo assim a influência do poder econômico nas disputas eleitorais. Mas não só. As casas legislativas devem trabalhar em consonância com outros mecanismos de deliberação democrática da sociedade civil organizada. Esta aí um bom começo. Se tais iniciativas se atrelarem ao projeto Ficha Limpa o detergente necessário à faxina da vida pública terá muito mais eficácia. A nódoa que tem maculado a democracia brasileira será removida de forma célere, tornando-a efetivamente mais participativa, representativa e, sobretudo, mais cristalina. Aí a ficha ficará realmente limpa.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Contrastes entre dois finais de mandato

Da Carta Maior

Dia 6 de maio de 2001:


a) Brasil vive crise dramática de energia e aguarda o pronunciamento do Presidente Fernando Henrique Cardoso que anunciará o racionamento à Nação;

b) Folha Online: "Além de sofrer com o aumento das tarifas de energia elétrica, o brasileiro ainda terá de gastar mais dinheiro para acender uma vela, em caso de apagões".

c) preço do produto será reajustado devido ao aumento de 5,5% no valor da parafina, vendida mais cara pela Petrobras desde o último dia 1º.

d) acidente com a plataforma P-36, que explodiu e afundou na Bacia de Campos dia 20-03, causou 11 mortes e reduziu a produção nacional de petróleo em 84.000 barris/dia

e)Agência Nacional de Petróleo (ANP) afirma que acidente foi causado por "

"não-conformidades quanto a procedimentos operacionais de manutenção e de projeto" por parte da Petrobrás.



f) Folha On line: "Se os aumentos de tarifa não forem suficientes para reduzir o consumo de energia elétrica, brasileiros poderão ficar até quatro horas por dia no escuro".


Dia 6 de maio de 2010:


a) governo anuncia o Plano Nacional da Banda Larga para garantir acesso de alta velocidade à Internet a 40 milhões de domicílios até 2014; a estatal Telebrás é capitalizada para assumir o comando da rede de transmissão.


b) Governo cria Eximbank para incentivar exportações e define incentivos fiscais com devolução rápida de tributos para alavancar vendas brasileirsas ao exterior;


c) Indústria de máquinas e equipamentos registra o melhor março da sua história com faturamento de R$ 7,2 bilhões


d) IBGE: crescimento de 18% da produção industrial no 1º trimestre configura a maior expansão trimestral desde o início da série histórica, em 1991.

e) Petrobrás prepara-se para realizar mega-capitalização destinada a investimentos da ordem de US$ 174 bilhões na exploração das reservas brasileiras do pré-sal, a principal descoberta de petróleo do mundo nas últimas décadas;


f) Oposição no Congresso boicota votação das regras do pré-sal que garantem soberania nacional no controle das novas jazidas;


g) José Serra, ex- ministro da Saúde e do Planejamento Econômico de FHC, apresenta-se novamente como candidato das forças anti-Lula à Presidência da República, agora com dimensão regional: o tucano afirma que o Mercosul é uma farsa; quer impedir a adesão da Venezuela ao bloco e sinaliza um retorno à diplomacia de FHC de alinhamento com os EUA.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

O "colonista" ataca outra vez



Sinceramente, não chega me causar espécie os comentários políticos de um certo e “renomado” colonista baiano. Mas fácil um ataque de riso, daquelas gargalhadas de embolar, sobretudo quando ele papagaia a imprensa do centro-sul, tipo “...conforme O Globo”. Ultimamente o escriba anda cerrando fileiras com a tropa de choque serrista, capitaneada pela grande midiocracia tupiniquim. E dela o jornalista tem se servido para repercutir o discurso do suposto despreparo da candidata do PT Dilma Roussef, recheando-o com suas frequentes ilações. Sim, pois o moço, que se saiba, não tem fontes no Palácio do Planalto para lhe servir informações tão minunciosas. Então ele papagaia o que é publicado nos jornais, rádios e TV´s do centro-sul. Há, disso ele gosta! E depois preenche sua coluna com imaginações que dariam inveja aos Irmãos Grimm. Sabe, esse colonista é mesmo supimba! Que jornalista danadinho!

terça-feira, 4 de maio de 2010

A nova "ética" do PV

Marina está no guichê para adquirir o bilhete da baldeação rumo ao comboio demotucano. Ontem, no Rio, Gabeira antecipou-se ao anunciar que Serra e a senadora farão sua estréia, juntos,em junho, na convenção que sancionará seu nome ao governo do Estado pela coalizão do conservadorismo com o conservacionismo. A fusão que dá rosto eleitoral ao ambientalismo de direita no país, terá ainda o DEMO Cesar Maia como candidato ao Senado. "O Serra tem agora um palanque bom, forte, no Rio', resumiu o tucano Márcio Fortes, ao lado de Gabeira, sem disfarçar o papel subordinado do PV, como pé-de-palanque da nova tentativa tucana de derrotar Lula e voltar ao poder. "O Gabeira não é mais candidato do PV. Ele é candidato da coligação", traduziu Márcio Fortes, um dos coordenadores da campanha do Serra no Rio e possível vice de Gabeira. Nas negociações que se arrastam desde janeiro, o PSDB teria prometido ao afoito Gabeira a embaixada em Paris, caso Serra vença o pleito. À Marina, naturalmente, fica assegurado espaço & simpatia no tratamento dispensado pela Folha e Organizações Globo -- desde que a antiga companheira de Chico Mendes acene alegremente da janelinha do vagão anti-Lula. Gabeira já reservou o assento à ex-ministra: a primeira parada é a convenção estadual. Piuiiiiii...

(Carta Maior, e os rumos de quem deixou o PT em nome da ética; nota atualizada e retificada às 16:06, com informações Globo-Folha ; 04-05)

segunda-feira, 3 de maio de 2010

O ovo da serpente

"Quem fuma é uma pessoa sem Deus". A sentença "bíblica" expelida por Serra no dia 1º de Maio, quando sugestivamente participava de um ato religioso da Assembléia de Deus, condensa mais que uma pérola do oportunismo eleitoral. O tucano tateia um novo amálgama ideológico para uma candidatura que precisa se distinguir sem revelar a sua essencia anti-Lula --o Presidente da República, por sinal, fuma cigarrilhas... Serra busca um coagulador ideológico que reúna o componente de massa historicamente negado ao conservadorismo nativo, um dependente clínico da mídia, desde a UDN de Carlos Lacerda. Duas forças não engatadas no catch all do amplo comboio lulista estão na mira da pátina verde/fé testada pelo tucano no dia 1º de Maio. De um lado, encontra-se aquilo que a Folha denomina como sendo ‘a classe média iluminista', preocupada com o consumo politicamente correto e a descarbonização do seu almoço sob o capitalismo. A Folha hoje é quase um órgão de circulação interna desse clube, majoritariamente tucano, assim como o universo de leitores do jornal (54% votam em Serra; 18% em Marina). Na outra ponta, figuram amplos segmentos da pobreza urbana abandonados pela Igreja Católica com a repressão desfechada pelo Vaticano contra as Comunidades de Base. Capturados pelo salvacionismo religioso, como o da Assembléia de Deus, de Marina Silva, que patrocinou a pregação de Serra, mantém-se relativamente afastados da política e dos sindicatos. A operação embutida na frase do tucano busca dar a esse coquetel uma coerência ideológica baseada na idéia de que a questão social no século XXI será resolvida pela ‘técnica' (agenda verde + 'gestão eficiente') e pelo fanatismo religioso. Esse é o ovo da serpente adulado no ventre da coalizão demotucana, mas os petizes frankfurtinianos da pág. 2 da Folha silenciam; alguns até dançam alegremente ao som do chocalho. Perto disso, o Bolsa Família é quase uma "bandeira" bolchevique...

Em Carta Maior 03-05

sábado, 1 de maio de 2010

Se eleito, Serra cobrará mensalidades em universidades públicas


Paulo Renato (esquerda) e Serra. Irmanados para vender o patrimônio público

Da Coacla News

Ex-colega de Zé Chirico no ministério do governo FHC, o atual Secretário da Educação do governo tucano paulista, Paulo Renato Souza, é nome certo para voltar ao Ministério da Educação, em uma improvável eleição de Serra à Presidência da República. Ambos são unha e carne, irmanados que estão no mesmo ideal privatizador do patrimônio público.
Apenas para clarear a memória, citamos o registro feito pelos jornalões da época em que os próceres do PSDB queriam, porque queriam, “desmontar a Petrobras osso por osso” e livrar-se da petrolífera, tida por eles como "um dos últimos esqueletos da República".
Paulo Renato, o homem das hirsutas sobrancelhas (que, por sinal, ficam encrespadíssimas toda vez que este Cloaca News invoca seu santo nome), temos de admitir, é bom de negócio. Eleito deputado federal (financiado pela Folha de S.Paulo), licenciou-se na Câmara para ocupar a Secretaria de Educação de José Serra, sem abrir mão de seu lucrativo empreendimento de tráfico lobista. Entre as inúmeras – e tenebrosas – transações que efetuou no cargo, a mais vergonhosa, certamente, foi esta aqui, em que a Secretaria da Educação paulista encomendou a impressão de 24.139.900 exemplares de “cadernos do aluno” à empresa Posigraf, do Grupo Positivo, cliente graúdo da empresa lobista de Paulo Renato. Se ainda não estiver de bom tamanho, recupere aqui a farra de quase R$ 100 milhões do governo tucano com a Microsoft.
Pois, no último dia 26 de outubro, em uma entrevista à reporter Monica Weinberg, da revista Veja, Paulo Renato Sousa – amigo de fé, irmão-camarada de Serra – declarou, sem pejo, que é “bobagem” essa história de “preservar a universidade gratuita”, e que “é preciso, de uma vez por todas, começar a enxergar as questões da educação no Brasil com mais pragmatismo e menos ideologia”.
Não somos nós que estamos dizendo. São eles, os próprios vendilhões.

Essa a casa grande não engoliu!

Enauseante o papel assumido pela imprensa corporativa brasileira. Às vésperas do Dia Mundial do Trabalho o presidente da República Federativa do Brasil, Luis Inácio Lula da Silva, um metalúrgico, é escolhido pela revista norte-americana Times como o líder político mais influente do mundo. O comportamento da grande mídia nativa foi marcado pelo explícito preconceito e partidarização sobre o fato. Vergonhoso! A Rede Globo simplesmente o ignorou; o jornal O Globo deu uma matéria enviesada e com tom de pilheria; a Folha de São Paulo relativizou a escolha e um dos seus articulistas sugeriu que Lula fosse incluso na categoria dos “artistas”; e o Estadão situou a matéria na sexta página, não chamando-a na capa. É assim que as famílias Marinho (Organizações Globo), Frias (grupo Folha) e Mesquita (grupo Estadão) reportam os fatos aos brasileiros. A Casa Grande não engole que um representante do povo ganhe destaque internacional.