segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

José Serra queria entregar o pré-sal aos Estados Unidos, afirma WikiLeaks


“A indústria de petróleo vai conseguir combater a lei do pré-sal?”. Este é o título de um extenso telegrama enviado pelo consulado americano no Rio de Janeiro a Washington em 2 de dezembro do ano passado.
Como ele, outros cinco telegramas a serem publicados hoje pelo WikiLeaks mostram como a missão americana no Brasil tem acompanhado desde os primeiros rumores até a elaboração das regras para a exploração do pré-sal – e como fazem lobby pelos interesses das petroleiras.
Os documentos revelam a insatisfação das pretroleiras com a lei de exploração aprovada pelo Congresso – em especial, com o fato de que a Petrobras será a única operadora – e como elas atuaram fortemente no Senado para mudar a lei.
“Eles são os profissionais e nós somos os amadores”, teria afirmado Patrícia Padral, diretora da americana Chevron no Brasil, sobre a lei proposta pelo governo . Segundo ela, o tucano José Serra teria prometido mudar as regras se fosse eleito presidente.
Partilha
Pouco depois das primeiras propostas para a regulação do pré-sal, o consulado do Rio de Janeiro enviou um telegrama confidencial reunindo as impressões de executivos das petroleiras.
O telegrama de  27 de agosto de 2009 mostra que a exclusividade da Petrobras na exploração é vista como um “anátema” pela indústria.
É que, para o pré-sal, o governo brasileiro mudou o sistema de exploração. As exploradoras não terão, como em outros locais, a concessão dos campos de petróleo, sendo “donas” do petróleo por um deteminado tempo. No pré-sal elas terão que seguir um modelo de partilha, entregando pelo menos 30% à União. Além disso, a Petrobras será a operadora exclusiva.
Para a diretora de relações internacionais da Exxon Mobile, Carla Lacerda, a Petrobras terá todo controle sobre  a compra  de equipamentos, tecnologia e a contratação de pessoal, o que poderia prejudicar os fornecedores americanos.
A diretora de relações governamentais da Chevron, Patrícia Padral, vai mais longe, acusando o governo de fazer uso “político” do modelo.
Outra decisão bastante criticada é a criação da estatal PetroSal para administrar as novas reservas.
Fernando José Cunha, diretor-geral da Petrobras para África, Ásia, e Eurásia,  chega a dizer ao representante econômico do consulado que a nova empresa iria acabar minando recursos da Petrobrás. O único fim, para ele, seria político: “O PMDB precisa da sua própria empresa”.
Mesmo com tanta reclamação, o telegrama deixa claro que as empresas americanas querem ficar no Brasil para explorar o pré-sal.
Para a Exxon Mobile, o mercado brasileiro é atraente em especial considerando o acesso cada vez mais limitado às reservas no mundo todo. “As regras sempre podem mudar depois”, teria afirmado Patrícia Padral, da Chevron.
Combatendo a lei
Essa mesma a postura teria sido transmitida pelo pré-candidtao do PSDB a presidência José Serra, segundo outro telegrama enviado a Washington em 2 de dezembro de 2009.
O telegrama intitulado “A indústria de petróleo vai conseguir combater a lei do pré-sal?” detalha a estratégia de lobby adotada pela indústria no Congresso.
Uma das maiores preocupações dos americanos era que o modelo favorecesse a competição chinesa, já que a empresa estatal da China, poderia oferecer mais lucros ao governo brasileiro.
Patrícia Padral teria reclamado da apatia da oposição: “O PSDB não apareceu neste debate”.
Segundo ela, José Serra se opunha à lei, mas não demonstrava “senso de urgência”. “Deixa esses caras (do PT) fazerem o que eles quiserem. As rodadas de licitações não vão acontecer, e aí nós vamos mostrar a todos que o modelo antigo funcionava… E nós mudaremos de volta”, teria dito o pré-candidato.
O jeito, segundo Padral, era se resignar. “Eles são os profissionais e nós somos os amadores”, teria dito sobre o assessor da presidência Marco Aurelio Garcia e o secretário de comunicação Franklin Martins, grandes articuladores da legislação.
“Com a indústria resignada com a aprovação da lei na Câmara dos Deputados, a estratégia agora é recrutar novos parceiros para trabalhar no Senado, buscando aprovar emendas essenciais na lei, assim como empurrar a decisão para depois das eleições de outubro”, conclui o telegrama do consulado.
Entre os parceiros, o OGX, do empresário Eike Batista, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) e a Confederação Naiconal das Indústrias (CNI).
“Lacerda, da Exxon, disse que a indústria planeja fazer um ‘marcação cerrada’ no Senado, mas, em todos os casos, a Exxon também iria trabalhar por conta própria para fazer lobby”.
Já a Chevron afirmou que o futuro embaixador, Thomas Shannon, poderia ter grande influência nesse debate – e pressionou pela confirmação do seu nome no Congresso americano.
“As empresas vão ter que ser cuidadosas”, conclui o documento. “Diversos contatos no Congresso (brasileiro) avaliam que, ao falar mais abertamente sobre o assunto, as empresas de petróleo estrangeiras correm o risco de galvanizar o sentimento nacionalista sobre o tema e prejudicar a sua causa”.

domingo, 12 de dezembro de 2010

Disposição para enfrentamentos

Ícones populares estampam camisetas, bandeiras, cartazes e cristalizam-se no imaginário social como totens intocáveis. Quando não, ombram-se à condição de sagrados. Defeitos e fraquezas quase sempre ficam sepultos ante a ode às mitificações. E poucos assumem a própria desconstrução da imagem para se apresentar com suas virtudes, vícios, dramas e opiniões sobre fatos singelos ou de grande monta. É o que parece propor Rolihlhala Mandela, ou Nelson Mandela, líder maior da luta contra o regime racista (apartheid) da África do Sul e ex-presidente do país, ao publicar sua autobigrafia Conversas que tive comigo.
Prefaciado pelo presidente norte-americano Barack Obama, o livro, de 415 páginas, lançado no Brasil pela editora Rocco, reúne cartas, comentários, diálogos e entrevistas de Mandela com companheiros de militância contra o apartheid. Os documentos revelam situações vivenciadas pelo líder do Congreso Nacional Africano (CNA) ao longo dos 27 anos de cárcere, desde que foi detido em 1962 sob a acusação de alta traição.
É difícil acreditar num Nelson Mandela que se define como “homem medíocre”, como procura fazer crer em correspondência a uma companheira, em 1971. É o momento de abatimento. Sente-se impotente diante da grande tarefa histórica que o convoca. Sete anos se passaram desde que fora condenado à prisão perpétua e enviado à Ilha de Robben para cumprir a pena. A situação lhe era desfavorável.
O desabafo, no entanto, apresenta-se como uma névoa que aos poucos vai se dissipando. Os depoimentos descortinam um homem decidido e que encara com firmeza as agruras de um sistema político covarde e assassino.  Entre as narrativas que permeiam a obra, destacam-se conversas e entrevistas com o editor Richard Stengel e o companheiro de prisão Ahmed Kathrada. Os relatos expõem os vários enfrentamentos que se interpuseram à trajetória do líder.
A adesão à luta armada, por exemplo, é justificada como necessidade histórica de reação à violência institucionalizada pela supremacia branca nos campos político e militar. “Eles (o povo sul-africano) precisavam saber porque iriam pegar em armas e lutar (...) revolução não era só uma questão de puxar o gatilho e atirar – era uma organização montada para tomar o poder político. Isso foi bem definido”. Mandela refere-se à fundação do MK, a Umkhonto we Siswe (lança de uma nação), braço armado do Congresso Nacional Africano do qual foi um dos propositores.
Pegar ou não em armas, no entanto, não se constituia em questão central da luta política que travava. Mandela sabia negociar. Para ele, mais importante “era fazer ranger e se mover a roda da história”, a ponto de não se sentir desconfortável em rever posições sobre nacionalizações. “Tínhamos que dissipar temores da comunidade internacional”, justifica, com a mesma habilidade que montou poderosa artilharia de propaganda política para desestabilizar o governo sul-africano.                                       
Outros embates não foram menos dolorosos. Ser pai a distância e preso atormentava um chefe de família cônscio das suas obrigações. Em 1969, quando sua segunda mulher, Winie Mandela, foi colocada na solitária por 17 meses sob a acusação de atividades subversivas, ele escreveu às filhas Zeni e Zindzi, à época com nove e oito anos, respectivamente. “Mais uma vez sua querida mãe foi presa e agora ela e papai estão na cadeia (...) vinte e quatro horas por dia sentindo a falta de suas filhinhas. Meses e até mesmo anos poderão se passar até que vocês a vejam de novo. Vocês poderão viver muitos anos como órfãs sem lar e sem pais”.
O tom meigo e ao mesmo tempo duro com que apresenta a realidade às filhas não denota conformismo. Ao contrário, o faz como uma espécie de vacina psicológica para fortalecê-las diante das adversidades que acompanharão suas vidas até a fase adulta. O mesmo ocorre quando é informado da morte do filho mais velho, Thembekile, de 24 anos, vitimado por um acidente de carro. O governo sul-africano lhe negara autorização para estar presente no enterro. Mandela procura não só consolar-se, como à mãe do rapaz, Evelyn, sua primeira mulher: “Sei mais que qualquer pessoa viva o quanto este golpe cruel deve ter sido devastador para você, pois Thembi era seu primeiro filho (...) O golpe foi igualmente doloroso para mim (...) e nunca mais iremos vê-lo”.
Não é que Nelson Mandela procure abafar seus sentimentos com doses demasiadas de racionalidade, como muitas cartas deixam transparecer. O que se percebe é um homem politicamente engajado e que entende a luta de libertação do seu povo como causa prioritária.
Em certo momento, instigado por Stengel sobre a paixão por Winnie Mandela e a possibilidade de ela o trair enquanto se encontrava encarcerado, ele é enfático: “essas questões para mim não eram materiais e era preciso aceitar o fato humano, a realidade de que há ocasiões em que uma pessoa quer relaxar e não se deve ser inquisitivo”.
Ser racional, portanto, é uma estratégia à sobrevivencia emocional. Sublimar inseguranças faz parte.
Diante de tantos infortúnios, o saldo dos relatos não desenha um homem pautado pelo rancor. Ao contrário. Já liberto, é o próprio Nelson Mandela que sugere a Ahmed Kathrada “comer um churrasco” com antigos carcereiros, a quem alguns deles o líder sul-africano devota respeito e admiração.
Não se trata de incoerência. Mandela tinha clara noção do que era o cumprimento do dever com balizas na ética. Ao se referir a um certo policial de nome Kruger, por exemplo, ele afirma querer revê-lo, pois o tinha como um “homem muito decente”. 
Conversas que tive Comigo é uma colcha de retalhos que, em boa medida, resume a trajetória política e pessoal de Nelson Mandela. Os textos emolduram um homem singular, capaz de limpar o vaso sanitário de um companheiro que não conseguia fazê-lo porque tinha nojo. “Isso não significava nada para mim”, confessa o líder que doou a vida para limpar uma das maiores excrecências do planeta, o apartheid.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

terça-feira, 2 de novembro de 2010

A oposição quer o terceiro turno

Fim da campanha. A vitória da candidata do PT, Dilma Rousseff, representa a continuidade das consquistas sociais iniciadas no decorrer dos oito anos do governo de Lula. Mas ainda há ainda muito o que fazer. E também o que enfrentar.
O novo momento já dá mostras do que vem por aí.
De forma uníssona, os meios de comunicação da mídia corporativa têm feito uma leitura turva da vitória de Dilma. Apegam-se ao fato de que foram “apenas” cerca de 11 milhões de votos de diferença. Quando não, insistem na tecla de que as oposições governarão 53% do eleitorado, como se entre estes não existissem eleitores do projeto que Dilma representou.
Ou então, que os aliados de Serra dominam os estados mais importantes e que a candidata petista só foi eleita em decorrência de um voto “menor”, de nortistas e nordestinos. Sobre este aspecto, as redes sociais foram inundadas por comentários jocosos, preconceituosos, xenófobos e rascistas (comento em outro post).
Vale registrar que mesmo sem os votos considerados “de segunda”, aspecto aventado entrelinhas em editorial prá lá de preconceituoso do jornal Estado de São Paulo, ainda assim a candidata do PT ganharia a eleição por mais de um milhão de sufrágios, conforme informou o Tribunal Superior Eleitoral.
Nas colunas dos “especialistas” dos jornalões, e em especial no sistema Globo, o choro é corrente. O foco das análises recai em como a oposição pode reagrupar os cacos dispersos e angariar esforços para conquistar o poder a partir de 2012. Num outro prisma, buscam construir conflitos entre o PT e o PMDB. Esta tem sido pauta perene.
A cobertura assemelha-se a comportamento de torcida inconformada com o resultado do jogo.
No núcleo duro dos derrotados, José Serra já deu a senha de que não daria um adeus e sim “até logo”. Um recado direto para Aécio Neves, que nem mesmo esteve ao seu lado no procunciamento de encerramento das eleições. Serra citou Alkimim, o governador reeleito de São Paulo que, segundo ele, se esforçou mais na sua campanha do segundo turno do que na dele.
Serra não vai querer entregar a direção do PSDB ao grupo de Minas. E lutará por isso. A Aécio restará enfrentá-lo, fundar um novo partido ou se transferir para o PMDB.
No campo governista, as lições deixadas neste pleito têm que ser entendidas, absorvidas e refletidas para que se possa criar uma agenda política capaz de fortalecer os vínculos do projeto político em curso com a sociedade.
Não se espere um segundo de trégua e é bom não se deixar enganar pelos salamaleiques do casal Bonner quando entrevistou Dilma Rousseff. Jogo de cena, apenas.
Um primeiro e importante passo é a discussão de uma reforma política e a proposição de um novo marco regulatório para os meios de comunicação social.
Destaco esta segunda agenda.
Não se pode mais ficar refém dos intentos e desejos de seis famílias que querem se interpor no processo político como protagonistas da “razão” em função dos seus interesses e dos que elas representam. A gestão de Lula não teve peito para enfrentar este debate e pagou, novamente, um preço alto.
É preciso construir mecanismos legais que favoreçam a pulverização dos meios de comunicação, com incentivos a pequenos e médios negócios na área e o indispensável incremento à popularização da Internet. Banda larga para todos como política pública que universalize o acesso à web como direito social.
Em paralelo, faz-se necessário encaminhar projeto de lei que atualize a legislação de radiodifusão, que é, pasmem, de 1962! É preciso rever concessões públicas que estão vencidas e intocadas em decorrência de um conformismo sepulcral recheado de receios ante a reação dos tubarões da mídia. A sociedade tem que exigir mudanças e o Governo tem que encetá-las.
Como fica a interferência do capital estrangeiro neste setor? E os dispositivos da Constituição de 1988 que não permitem monopólios e oligopólios de controle cruzado? Eis algumas questões postas à mesa para o debate democrático.
Em resumo, afirma-se que vitória no segundo turno é “mais cara” em decorrência dos compromissos assumidos para viabilizar a vitória. Por outro lado, eis a danada da dialética a deixar suas digitais. O segundo turno serviu também para despertar uma militância que dormia a snos profundo desde 1989. Ela voltou e esperamos que mantenha-se atenta, pois mais do que nunca o governo a ser iniciado precisará dela para construir as mudanças que o Brasil precisa.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Partido Alto Bolinha de Papel - Sambistas com Dilma

Todos eles estão com Dilma

Pig tentará o golpe até sábado

Faltam três dias para o segundo turno. De acordo com as pesquisas divulgadas, o quadro é de estabilidade. A candidata Dilma Rousseff lidera com vantagem entre 11% a 17% dos votos, conforme sondagens de três institutos. Mas a grande imprensa corporativa assume explicitamente a candidatura de José Serra e de tudo fará para elegê-lo, nem que seja lançando mão de calúnias.
Não é nenhuma teoria da conspiração supor que Folha de São Paulo, TV Globo, Veja e Estadão – com o auxílio de outros meios sabujos - estejam preparando, de forma orquestrada, uma ofensiva midiática para desgastar a imagem de Dilma.
Há várias hipóteses que circulam na blogosfera de como esta estratégia poderá se dá. Duas delas merecem atenção.
Na semana passada, a filósofa e professora da USP Marilena Chauí alertou quanto a possibilidade de se forjar um tumulto generalizado amanhã, 29, durante o ato final de campanha de José Serra, que ocorrerá no Centro de São Paulo. Segundo a professora, falsos militantes do PT, vestidos com camisas e portando bandeiras do partido, entrariam em choque violento com militantes tucanos, criando um fato novo a ser aproveitado pela mídia.
O incidente seria martelado 24 horas para construir a idéia de que o PT é um partido violento e uma ameaça à democracia.
Uma outra hipótese, no nosso entender mais pertinente, é a publicação de uma matéria “bombástica” envolvendo Dilma Rousseff à época da sua militância política contra a ditadura militar.
Há rumores que a Folha de São Paulo já está cuidando disso. Explico.
O jornal da famiglia Frias há meses tenta acessar documentos nos arquivos da Justiça Militar sobre a participação de Dilma nas organizações Política Operária (POLOP), Vanguarda Popular Revolucionária e o Comando de Libertação Nacional (COLINA). De forma republicana, a Justiça Militar negou o acesso, mas o jornal entrou com recurso no Superior Tribunal de Federal (STF) para obter as informações.
Na verdade, a FSP já deve estar de posse de documentos públicos situados em arquivos de universidades e do Estado. O que a Folha deseja é o endosso oficial para construir uma matéria que, ouvindo algum militante da época, aponte Dilma como perpetradora de atos violentos contra terceiros. 
Vale frisar que a candidata do PT nunca participou de ação armada, apenas atuou em apóio logístico. Mesmo assim, o jornal ligado à candidatura de Serra buscará, mediante algum falso testemunho, confundir os fatos para induzir os leitores a idéia de que Dilma é violenta e já cometeu atentados contra a vida.
A Folha daria então a senha para que o Jornal Nacional repercutisse com grande alarido amanhã à noite a “notícia” e a Veja fizesse o mesmo na sua edição semanal do sábado.
Detalhe: não daria tempo o desmentido, uma vez que o horário eleitoral se encerra hoje e o debate da Globo só ocorre amanhã. 
A situação criada colocaria Dilma em desvantagem psicológica diante de Serra no debate.
Vejam, estou citando tudo isso no campo da suposição, mas não descarto a possibilidade de que essa estratégia esteja em curso. E a pleno vapor.
No entanto, vamos estar atentos e municiados para um plano de contrapropaganda de emergência. A “vacina” tem que começar agora, com todos espalhando na rede estas hipóteses. É importante que estejamos atentos.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

ALERTA: POSSIBILIDADE DE NOVA ARMAÇÃO TUCANA

”Prevenir é melhor que remediar”
PSDB arma novo “Riocentro”.
Aos emails, orkut, facebooks e twitter! Tudo isso somado é capaz de neutralizar o golpismo da mídia! Lembremos: quase 70 milhões de brasileiros acessam a internet.
via Brasil Mobilizado
Será grande armação esta semana – URGENTE
ATENÇÃO
Sou morador de São Paulo do bairro Santa Cecília, que fica próximo a avenida São João, e hoje ouvi duas pessoas em um bar que fui nesta avenida, falando baixinho sobre a armação que tá sendo criada para o dia 29 de outubro. Segundo estas pessoas um número x de camisas foi mandada ser feita com a insignia do PT, a estrelinha, e muitas pessoas vão estar na passeata que FHC promove neste dia, criando um badernaço sem igual e que terá grande mídia, com estas camisas sempre aparecendo.
Falavam as duas pessoas que toda a grande mídia já sabe deste fato, e que isso quer fazer as pessoas pelo JN dar cobertura, e outras mídias também, de isso fazer o voto mudar, por sentimentalismo das imagens demonstradas, como eles falavam, de total vandalismo no centro de São Paulo, por parte de petistas.Serão apresentadas muitas pessoas ensanguentadas.
Escrevi para o Blog do Altamiro Borges, escrevi também para o Azenha e Rodrigo Viana e quem mais eu estou podendo ver que pode fazer alguma coisa, no sentido de nos reunirmos e fazermos uma vigilia pública em local também público de São Paulo, por que o PSDB vai querer colocar fogo nas eleições,  desacreditando a Dilma.
E preciso que alguém me ajude nisso.
Temos que colocar um local no centro de São Paulo, permanentemente visivel para todos, para que possamos fazer o que precisa ser feito, nesta reta final de eleições.Comunicação de tudo que tá acontecendo.
Não podemos dar bobeira alguma.
Eu ouvi estas pessoas conversando e fiquei bastante preocupado, por causa de como elas tratavam disso, e pareciam saber demais para não ser verdade o que falavam.
Precisamos cobrar da mídia que se encontra a nosso lado, e também da direção do PT, um movimento extra ser criado esta semana, envolvendo a escolha de um local público no centro de São Paulo, para podermos desmanchar a onda golpista presente no ar.
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domingo, 24 de outubro de 2010

'Fora do Eixo' lança vídeo-manifesto de apoio à Dilma

O Circuito Fora do Eixo, uma rede colaborativa de coletivos de cultura distribuídos pelo Brasil, lanço um vídeo-manifesto em defesa de Dilma presidenta. Usando o mote "cultura é política, política é cultura", os ativistas explicam por que defendem a continuidade do Governo Lula.


A gravação foi feita durante o III Congresso do coletivo, realizado de 10 a 16 de Outubro em Uberlândia/MG. A manifestação de apoio reflete os avanços da cultura nos últimos anos, com a retomada os investimentos na área de cultura e reafirmação do papel do Estado como incentivador e regulador do setor.


Quando Lula assumiu, em 2003, o orçamento para promover a cultura era de apenas R$ 540 milhões. Este ano o montante é de R$ 2,2 bilhões.

Em entrevista coletiva, Dilma repudia acusações sem provas na imprensa

Serra, FHC e as maracutaias nas privatizações. Por isso que a Veja e a Globo se desesperam. Vejam esta matéria da Record

Serra foi um dos artífices da privatização no governo de Fernando Henrique Cardoso quando era ministro do Planejamento. Foi Serra que comandou a venda de muitas estatais brasileiras, entregando-as ao capital internacional a preços de banana. Foi Serra também que montou um esquema de espionagem para atacar seu companheiro de partido, o governador de Minas, Aécio Neves, que disputava com ele a indicação do PSDB a candidatura à Presidência. Aécio, para se defender, mandou contratar o jornalista Amauri Ribeiro Jr. para investigar as armações de Serra. Vale lembrar que Serra já havia plantado notas e artigos na imprensa paulista desconstruindo a imagem de Aécio. Amauri também já vinha investigando a privataria no governo FHC e toda a lama que o esquema de vendas das estatais montou, inclusive envolvendo a filha de Serra, Verônica, que atuou como sócia da irmã do banqueiro Daniel Dantas numa empresa em Miami, nos EUA, e se beneficiou da privataria. A matéria abaixo resume bem estas situações e explica porque a revista Veja tenta desesperadamente inverter os fatos, como na edição publicada ontem. Explica também porque a nefasta Rede Globo tem buscado empanar os fatos camuflando os atos de Serra na época do governo de Fernando Henrique Cardoso, o presidente lesa-pátria, o maior vendilhão da história do país e guru de Serra. Vejam a matéria abaixo:

 

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

O caso do dossiê Amaury - Entenda

Via Luis Nassif


Para entender melhor o inquérito da Polícia Federal sobre a quebra do sigilo fiscal dos tucanos.

As investigações foram encerradas na semana passada, inclusive com a tomada de depoimento do repórter Amaury Jr por mais de dez horas.

A conclusão final do inquérito foi a de que Amaury trabalhou o dossiê a serviço do Estado de Minas e do governador Aécio Neves – como uma forma de se defender de esperados ataques de José Serra.

Em negociação com o Palácio, a cúpula da Polícia Federal decidiu segurar as conclusões para após as eleições, para não dar margem a nenhuma interpretação de que o inquérito pudesse ter influência política.

No entanto, a advogada de Eduardo Jorge – que tem acesso às peças do inquérito por conta de uma liminar na Justiça – conseguiu as informações. Conferindo seu conteúdo explosivo, aparentemente pretendeu montar um antídoto. Vazou as informações para a Folha, dando ênfase ao acessório – a aproximação posterior de Amaury com a pré-campanha de Dilma – para diluir o essencial – o fato de que o dossiê foi fogo amigo no PSDB.

Filha de Chico Mendes, que votou em Marina, declara apoio a Dilma

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Fala Margareth Menezes!

Globo e FHC vendem o Brasil em Foz do Iguaçu


Diário Liberdade - [Laerte Braga] O Hotel das Cataratas em Foz do Iguaçu está abrigando um dos mais sórdidos negócios de toda a história recente do Brasil.Fernando Henrique Cardoso e cento e cinquenta empresários estrangeiros estão acertando os ponteiros para a venda do País caso José “FHC” Serra seja eleito presidente da República.
O encontro é patrocinado pela Globo através de Raphael Eckmamm, da Globosat, e está cercado de toda a segurança possível para evitar vazamentos. Em troca da venda da Petrobras, do Banco do Brasil e de Itaipu, o ex-presidente está pedindo um volume maior de contribuição dos empresários, pressão sobre seus parceiros brasileiros e garantindo que a mídia privada deve provocar falsos escândalos contra Dilma e Lula até o dia das eleições para intimidar e coagir o eleitorado brasileiro.
O encontro é desdobramento da ação do governo dos EUA temeroso que a eleição de Dilma Rousseff mantenha a política externa independente do governo Lula e as opções feitas pelo Brasil nos últimos oito anos, em desacordo com as políticas de dominação que os EUA impõem a países latino-americanos como a Colômbia.
A forma de vender é simples. FHC negocia por baixo dos panos, longe dos olhos da mídia privada e José “FHC” Serra tenta passar a imagem de político sério, preocupado com os destinos do País num discurso recheado de denúncias vazias e inconsequentes.
Em
é possível encontrar o nível de intervenção norte-americana no processo eleitoral brasileiro em cumplicidade com a mídia privada. O principal agente norte-americano no Brasil é o próprio ex-presidente Fernando Henrique.
Falando a diplomatas e agentes de inteligência na Embaixada dos EUA no Brasil, em março de 2010, a secretária de Estado Hillary Clinton enfatizou:
“Na administração Obama estamos tentando aprofundar e alargar as nossas relações com um certo número de países estratégicos e o Brasil está no topo da lista. Este é um país que realmente importa”.
Hillary Clinton quer o Brasil de mãos dadas com Washington para evitar uma possível integração de países latino-americanos sem a dependência costumeira em relação aos EUA, bem como o crescimento da economia chinesa.
O governo de Obama designou o ex-chefe do Departamento de Estado de Assuntos do Hemisfério Ocidental, Thomas A. Shannon, como embaixador no Brasil com a missão de tentar domar Lula e sua política independente, assegurar o controle dos grandes empresários brasileiros (principalmente os ligados ao esquema da FIESP).
Às vésperas das eleições o embaixador tentou de todas as formas convencer o presidente Lula a alinhar o Brasil com os EUA e ofereceu vantagens como colaboração na produção de combustíveis renováveis e consentiram que aqui se estabelecesse uma divisão da Boeing, além de uma série de acordos com indústrias de defesa brasileira, incluindo a comissão de duzentos aviões tucanos para a força aérea dos EUA.
Lula não aceitou.
A equipe do embaixador dos EUA no Brasil está tentando cumprir a missão de ajudar “novas forças” e que sejam dóceis aos interesses de seu país. FHC é o encarregado de aliciar empresários brasileiros e conduzir empresários estrangeiros oferecendo em troca a Petrobras, o Banco do Brasil e Itaipu e todo um processo de subordinação aos EUA.
O encontro em Foz do Iguaçu é parte desse projeto
Uma das “missões” do grupo, que envolve brasileiros aliciados pelo ex-presidente, é impedir que Marina Silva declare voto a Dilma e, ao mesmo, tempo atrair simpatizantes do Partido Verde para a candidatura José “FHC” Serra.
ONGs norte-americanas também financiaram a campanha da candidata verde/marrom.
CIA – Agência Central de Inteligência – emprega ex-policiais brasileiros demitidos de seus cargos por várias razões para o trabalho de campo e de vigilância, roubo de dados de computador e chantagem. Tem sido a tônica da campanha do candidato tucano.
Na embaixada dos EUA no Brasil estão perto de quarenta agentes da CIADEA e FBI, coordenando e orientando o trabalho dos aliciados e subordinados diretamente ao embaixador e ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
A ordem é manter José “FHC” Serra fora desse foco enquanto FHC faz os “negócios”.
Os planos incluem a abertura de dez novos consulados norte-americanos no Brasil, principalmente em cidades como Manaus, já que a Amazônia é um dos alvos preferidos e estratégicos dos EUA.
Na contramão da política de Obama de reduzir o tamanho das representações diplomáticas no resto do mundo, o Brasil é exceção. A expectativa dos EUA é que com José FHC Serra no governo, nos próximos 15/20 anos o Brasil passe a ser um polo geopolítico para os EUA na América Latina.
Todo esse aparato está fortemente infiltrado em ministérios, serviços de inteligência do Brasil, dentro da própria campanha da candidata Dilma Rousseff, em setores da Igreja Católica de ultradireita, como o bispo Luís Gonzaga Bergonzini e seitas neopentecostais.
No Judiciário a presença desses grupos é forte e neste momento atuam com força total tentando influir decisões da Justiça Eleitoral. A rigor, a campanha no Brasil está cercada de decisões e tentativas de impedir um debate real sobre os interesses norte-americanos.
O encontro de Foz de Iguaçu é uma espécie de arremate do processo. É onde as joias da coroa brasileira – Petrobras, do Banco do Brasil e de Itaipu – estão sendo oferecidas como garantia de submissão total num eventual governo José “FHC” Serra.
O papel da mídia é distorcer pesquisas, evitar notícias contra José “FHC” Serra e intensificar as denúncias contra Dilma Rousseff. O raciocínio é simples. Qualquer denúncia contra Dilma, neste momento, surtirá efeito. Não haverá tempo hábil para desmentidos. O papel da mídia é encurralar Dilma e o presidente Lula e evitar que possam reagir a esse massacre.
FHC é o avalista de José “FHC” Serra junto aos investidores e ao governo dos EUA.
No que diz respeito à mídia privada, o laranja real dos EUA é o grupo Globo (jornal O Globo, revista Época e principalmente Rede Globo). Todo o esquema de notícias falsas e denúncias forjadas corre pelos corredores da Globo. O resto vem a reboque em função do esquema.
FHC é o principal coordenador do golpe e do processo de recolonização do Brasil. O operador das vendas em troca de apoio maciço a eleição de José “FHC” Serra e lógico, gordas propinas.
Em Foz do Iguaçu, uma das afirmações peremptórias do ex-presidente Fernando Henrique é que “não podemos perder as eleições sob pena de perdermos a possibilidade de concretizar todo esse projeto”.
Sobre o encontro o deputado Brizola Neto publicou em seu blog que o Hotel das Cataratas confirmou o evento. Não há como negar, centenas de hóspedes viram o agente norte-americano Fernando Henrique Cardoso circulando por suas dependências.
É crime de traição. Há uma clara tentativa de golpe branco no Brasil e contra o Brasil e os brasileiros.
Vai abaixo a qualificação e informações sobre os três nomes que citei no artigo de domingo em que desafio tucanos a negar uma só palavra dessas denúncias.

Alice W. Handy - Fundadora e Presidenta, Alice é a diretora de investimentos responsável pela estratégia de investimento de carteira e da política e trabalho com a equipa de gestão sobre as decisões de investimento. Antes de ocupar este cargo, Alice passou 29 anos gerenciando a negociação para a Universidade da Virgínia. Ela começou como primeira Oficial de Investimentos, mais tarde tornou-se Tesoureira e, finalmente, a presidenta da Universidade de Virginia Investment Management Company. Alice começou sua carreira como uma carteira de obrigações Gerente e Vice-Presidente da Carteira de Obrigações e Assistente na Companhia de Seguros de Viagem. Ela também atuou como Tesoureira de Estado da Virgínia de outubro de 1988 a janeiro de 1990. Alice atualmente atua no Conselho Consultivo do Comitê de Investimentos da Fundação Rockefeller e Conselho de Administração da Companhia de Seguros Vida Shenandoah, e Bessemer de Valores Mobiliários .Alice também é presidenta do Conselho de Thomas Jefferson Foundation.
Endereço:
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Anjum Hussain, CFA, CAIA
Diretor de Gestão de Risco
Tel.: 0021 1 216-368-5281
http://www.linkedin.com/pub/dir/Anjum/Hussain
Anjum se juntou ao Escritório de Investimentos em 2006. Ele supervisiona as funções que são essenciais para a gestão de risco que se relacionam com, investimentos, operações, sistemas de tecnologia, gerenciamento de dados e relatórios. Ele é responsável pela alocação de ativos / processo orçamentário de risco (construção e implementação de vários modelos quantitativos). Ele também está ativamente envolvido em revisões, gerente de monitoramento de desempenho e estilo, determinando o ajuste no contexto do portfólio global, e em decisões de contratação / denunciar os gestores. Além disso, ele é responsável pela identificação, pesquisa e execução de cobertura e estratégias de gestão de risco, bem como estratégias de sobreposição alfa, utilizando derivados e / ou produtos estruturados. Ele também é ativo no desenvolvimento para facilitar a gestão de riscos e medição, testes de esforço e de relatórios de dotação.
Ele tem experiência anterior como analista de investimentos com Oberlin College, consultor financeiro da Smith Barney, gerente de portfolio / Patrimônio, Analista de Pesquisa com Victory Capital Management (Key Bank), Diretor de Tecnologia e Operações com Victory Capital Management (Key Bank) e vários outros papéis de tecnologia relacionada com as divisões de Key Bank Trust e os seus antecessores Sociedade e Ameritrust.
Keith Johnson é o tradutor do grupo de empresários estrangeiros.
Raphael Eckmann juntou-se à Tarpon em 2007. Atualmente, trabalha na área de Desenvolvimento de Negócios, sendo responsável pelo relacionamento com as regiões da Ásia, Oriente Médio e EUA. Anteriormente, foi Diretor Comercial de uma das empresas do Grupo VR. Raphael também foi Gerente Comercial da Globosat Canais, da Câmara Americana de Comércio e Analista Sênior de Portfólio de Real Estate da Binswanger Inc.
Raphael formou-se em Engenharia Civil pela Universidade Mackenzie, em São Paulo, e fez MBA na Universidade de Pittsburgh.

Laerte Braga é jornalista e colunista do Diário Liberdade.
"Vim reiterar meu apoio a essa mulher de fibra que vai herdar o sucesso da justiça social, uma marca do Lula. Somos iguais, não falamos fino com Washington nem grosso com a Bolívia e Paraguai."


Chico Buarque, no ato de ontem à noite, no Rio, em reuniu centenas de intelectuais e artistas em apoio à candidata Dilma Rousseff

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Fala Chico Buarque!

Todos com Dilma!

Fala Fernando Morais!



Fala Chico César!




Fala Alceu Valença!



Fala Luci e Luiz Carlos Barreto!



Fala Cristina Pereira!






Ouça os novos áudios da bronca que Serra tomou do padre no Ceará


O apelo de um padre do sertão nordestino


Como cidadão, católico e nordestino, que convive com os sertanejos sofridos, digo com muita convicção e honestidade: o governo Lula, com sua política de erradicação da miséria, vem proporcionando bem-estar, como nunca visto, para essa gente sofrida. Sou testemunha ocular. Quanta melhora na vida deste povo nordestino, deste povo paraibano! Convivendo com os sertanejos deste pedaço de chão nordestino, sertão paraibano, percebo a grande mudança na sua vida social, econômica e cultural. O artigo é do Padre Djacy Brasileiro.
Sou sertanejo, morando no sertão nordestino, tendo como companhias a seca com suas tristes conseqüências, um sol causticante, um calor fora do normal, e um povo que a toda hora clama por pão, água, dignidade, e vida em abundância. Sabendo o que é sofrimento, sentindo na pele as agruras dos sertanejos paraibanos, exponho o seguinte:

Como cidadão, católico e nordestino, que convive com os sertanejos sofridos, digo com muita convicção e honestidade: o governo Lula, com sua política de erradicação da miséria, vem proporcionando bem-estar, como nunca visto, para essa gente sofrida. Sou testemunha ocular. Quanta melhora na vida deste povo nordestino, deste povo paraibano!

Convivendo com os sertanejos deste pedaço de chão nordestino, sertão paraibano, percebo a grande mudança na sua vida social, econômica e cultural. Eles mesmos me falam: "padre , com o governo Lula a nossa vida melhorou muito, graças a Deus, e graças ao Presidente Lula. Outros dizem : agora nossos filhos podem se formar, serem doutores". E mais: "padre Djacy, agora a gente pode comer um pedaço de carne, comprar uma geladeira, uma moto prá levar a gente pra rua, quando precisar. Lula, seu padre, é uma bênção".

Como padre sertanejo, que conhece de perto a realidade de miséria, fome, sede, afirmo, peremptoriamente, que é imprescindível a continuação da política econômica do governo Lula, durante os próximos quatro anos, para melhorar, cada vez mais, a vida de um povo, que por tanto tempo, fora humilhado, 

marginalizado, tratado com desdém, pelos governos anteriores.

Uma coisa é certa: este governo Lula trata essa gente das terras do chique-chique e mandacaru, com respeito e dignidade.Na condição de cidadão, lanço este apelo: querido povo deste sertão nordestino, seguindo tão somente a voz de nossa consciência e, por ela deixando-nos ser guiados, unamo-nos, com fé, garra e esperança, na defesa da continuação das políticas implantadas pelo o atual governo, que tanto melhoraram nossa vida, votando na candidata do nosso querido Presidente Lula da Silva. Afinal, a vitória de Dilma significará para milhões de nordestinos, o seguimento dessa melhoria de vida, no âmbito sócio-politico-econômico.

É importante frisar: com Dilma na Presidência da Republica, a transposição de águas do rio São Francisco tornar-se-á uma realidade concreta e existencial para nós, que tanto sofremos com as conseqüências nefastas da seca. Afinal, essa obra não pode parar. E ela, temos certeza, não vai deixar parar. Não tenhamos medo de ser felizes. Votemos na candidata de Lula, "para o Brasil seguir mudando". (OBS: leiam a 
carta de apoio a Dilma, assinada por vários Bispos, Padres e Pastores evangélicos: se nos calarmos,até as pedras gritarão (Lc 19,40).

(*) Padre Djacy Brasileiro, no alto sertão paraibano, sofrendo com seus
irmãos, as agruras de uma das maiores seca do nordeste brasile



Revelações de ex-alunas de Monica Serra reacendem polêmica do aborto


Mulher do candidato tucano teria abortado no período em que o marido viveu exilado no Chile. Assessoria do candidato nega
O tema descriminalização do aborto voltou ao centro do debate eleitoral com a informação de que Monica Serra, mulher do candidato a presidência José Serra (PSDB), teria feito um aborto durante o período em que o tucano viveu exilado no Chile. A bailarina e ex-aluna de Monica Serra na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Sheila Canevacci Ribeiro, publicou, um dia após o debate da Rede Bandeirantes, uma mensagem na rede social Facebook em que mostrava indignação pelo posicionamento do candidato em relação ao tema. “Com todo respeito que devo a essa minha professora, gostaria de revelar publicamente que muitas de nossas aulas foram regadas a discussões sobre o seu aborto traumático”, escreveu Sheila.
Procurada pela Folha de S.Paulo, a bailarina manteve o relato. “Não sou uma pessoa denunciando coisas, mas (ela é) uma pessoa pública, que fala em público que é contra o aborto, é errado. Ela tem responsabilidade ética”, disse Sheila ao jornal. O posicionamento da mulher de José Serra sobre o aborto foi amplamente debatido após um comício no Rio de Janeiro, há um mês, em que ela teria dito a um evangélico que Dilma Rousseff (PT) é “a favor de matar criancinhas”, de acordo com o publicado pela Agência Estado.
O mesmo jornal fez contato com outra aluna de Monica Serra, que, sob condição de anonimato, confirmou o revelado por Sheila. Segundo a aluna, nas aulas de psicologia ministradas por Monica Serra, em 1992, as pessoas sentavam-se em círculos e compartilhavam suas histórias. Foi numa dessas situações em que ela  teria dito que realizou um aborto durante o exílio de José Serra no Chile. Após o golpe de Augusto Pinochet, em 1973, o casal mudou-se para os Estados Unidos.
Assessoria do PSDB nega aborto
Em um primeiro momento, Monica Serra não respondeu as tentativas de contato feitas pela Folha de S.Paulo. No dia 16 de outubro, entretanto, uma nota da assessoria do PSDB negou que a psicóloga tenha se submetido a um aborto. Diz a nota: “Diante de matéria publicada hoje (dia 15), a campanha de José Serra esclarece: Monica Serra nunca fez um aborto”. A campanha ainda compara essa informação ao ocorrido na corrida presidencial de 1989, quando uma ex-namorada de Luiz Inácio Lula da Silva acusou o então candidato de ter oferecido dinheiro para que ela abortasse de uma filha, Lurian. Por último, a nota defende que a acusação faz parte de “um jogo sujo” promovido pela campanha petista, marcada, segundo o divulgado, por ataques a filha de José Serra e a seu genro.