terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Fim da violência contra Sean e David Goldman



Muitos devem estar perguntando porque este blogueiro ainda não manifestou uma única linha sobre o desfecho do caso do menino Sean Goldman, que retornou com o pai para casa, no Estados Unidos, no último dia 24. É razoável o questionamento. Sempre assumi publicamente minha outra banda militante, a que luta pelo direito dos pais separados ao convívio com os filhos. Participo da ONG Pais Para Sempre e integrei o grupo que discutiu a proposição da Lei da Guarda Compartilhada, que no ano passado foi sancionada pelo presidente Lula. Sempre fui ativista da causa e recentemente resolvi enveredar pelas trilhas do mundo jurídico para entender tais questões com mais profundidade. E aqui confesso: não há arrazoado jurídico suficiente para entender um drama familiar, onde todos sofrem. Isso é fato. E como tudo começou? No dia 16 de Junho de 2004 o norte-americano David Goldman se despediu do seu filho Sean no aeroporto da Nova Iorque. O menino e a mãe, a brasileira Bruna Bianchi, sairiam de férias para duas semanas no Brasil. Mas o que David não sabia era que nesse momento sua mulher estava sequestrando seu filho, pois ela não tinha mais intenção de voltar para os Estados Unidos. Após o sequestro do garoto, Bruna conheceu e se casou com o advogado Paulo Lins e Silva, um rico herdeiro de uma importante banca de advocacia do Rio de Janeiro. Bruna teve uma filha com Paulo Lins, em cujo parto faleceu. No decorrer deste processo, David Goldman encetou acirrada luta contra o sistema jurídico brasileiro para ganhar a guarda do Sean e trazer seu filho de volta para casa em Tinton Falls, New Jersey, EUA. Com a morte de Bruna, pensava David que finalmente teria acesso ao seu filho. Não teve. A aproximação entre ele e Sean foi bloqueada pelo padrasto, Paulo Lins, que passou a argüir a guarda do garoto. Não me apequeno aqui a limitar o episódio às bravatas pseudonacionalistas, como se fosse uma disputa entre interesses brasileiros e estadunidenses, como quis fazer crer a família brasileira de Sean. Não é este o caso e não se pode ideologizar o problema. A violência foi cometida contra a criança, uma vez que esta foi arrancada do convívio do pai de forma criminosa. E mais crimes aqui foram cometidos. Após a morte de Bruna, o padrasto de Sean, aproveitando-se da influência que a banca de advocacia da família exercia nos meios jurídicos do Rio de Janeiro, chegou ao acinte de forjar uma nova certidão para o garoto, limando o nome do pai natural e colocando o dele. Imagina-se como esta família trabalhou psicologicamente para anular a imagem paterna, uma outra repugnante forma de violência. Ademais, o playboy-advogado Paulo Lins e Silva, junto com os avós maternos de Sean, deram o caldo final do episódio expondo à mídia a entrega do menino à embaixada norte-americana, onde se encontrava à sua espera o pai, David Goldman. Antes, numa espécie de último apelo, a avó materna de Sean, Silvana Bianchi, chegou a afirmar que “na ausência da mãe é a avó que tem a primazia sobre a criança”. E o pai, é o que para ela? A afirmação de Silvana atesta uma visão maternocrata, hipócrita e conservadora e que não coaduna com as novas conformações familiares, nas quais o papel da figura paterna tem ganho extrema importância. E no que tange a decisão do STJ, não houve nenhuma benemerência a David Goldman. Foi feita Justiça, já que foi restituído o direito, legítimo, de convívio entre pai e filho, que no passado foi violentamente desrespeitado pela atitude insana de uma mãe e posteriormente de uma família não menos insana.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Enquanto isso, em Copenhague...onde está Serra na foto?


Foto publicada na versão digital do New York Times por volta das quatro da tarde, horário de Nova York

Lula mira no alvo. Na mosca

"Não pensem que estão dando uma esmola, porque o dinheiro que vai ser colocado na mesa é o pagamento pela emissão de gás de efeito estufa, feita durante dois séculos, por quem teve o privilégio de se industrializar primeiro; não é uma barganha de quem tem dinheiro e quem não tem dinheiro. É um compromisso mais sério".
(Presidente Lula, em discurso de improviso na COP 15, esta manhã, quando foi aplaudido quatro vezes, em 15 minutos, ao criticar os países ricos; 18-12)

Publicado em Carta Maior

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Por essa Paulo Souto não esperava



Chegando à cidade de Miguel Calmon, o ex-governador carlista do DEM (ex-PFL)se deparou com faixas colocadas na entrada da cidade, que durante anos sofreu com uma via esburacada e quase sem condições de tráfego. A mensagem, para ele e comitiva, dizia: "Gostou da estrada, Dr. Paulo Souto?". A populaçõa foi à forra com o descaso do passado, precisamente da sua gestão. Para se ter uma idéia, os cerca de 30 quilômetos que separavam Miguel Calmon de Jacobina eram percorridos em mais de uma hora. Hoje o trajeto dura poucos minutos com a rodovia construída em alta tecnologia. Segundo dizem, o ex-governador ficou com cara de "apoplético". Souto chegou a ensaiar uma resposta pra lá de esfarrapada num site noticioso. E só.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Paulo Souto não diz tudo. Por quê?

Torna-se imperativo analisar a crise de discurso que as oposições terão que enfrentar nos planos federal e estadual. Tratar-se-á de problema psicanalítico? Talvez. Vamos nos ater à Bahia. Entrevista dada pelo ex-governador carlista Paulo Souto (DEM, ex-PFL) no início desta semana descortina o problema de forma evidente. Apegando-se a factóides e malabarismos numéricos, Souto agarra-se a teses vagas e inconsistentes. Num dos trechos da entrevista, o carlista jacta-se que durante sua gestão fez “uma alteração na Lei de Licitações e que alguns Estados brasileiros seguiram e outros estão querendo seguir”. Mas o candidato Demo-pefelista não disse tudo. O que Paulo Souto omite e faz questão de não abrir a boca, é que as alterações efetuadas na referida lei propiciaram a prática do envelope lacrado. O que isso significava: o preço referencial era de conhecimento, apenas, das empresas vencedoras da licitação, pois só elas detinham esta informação. E tal prática garantiu a manutenção de contratos milionários superfaturados em serviços terceirizados, lesando por vários anos os cofres públicos. Estas empresas formaram o chamado G-8, que passou a ser investigado pela Polícia Federal na operação Némesis, no ano de 2007, na qual foram efetuadas várias prisões. Fala, então, Paulo Souto!

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Indisciplina dos corpos

Este vídeo trata-se de um breve registro que realizei da Marcha da Maconha, ocorrida em Salvador no dia 05/12/2009. Não pretendo que seja uma peça de apologia à nada, mas um documento que diga respeito à liberdade de expressão e opinião. Neste pequeno web-doc entrevisto especialistas e militantes que se mobilizam no debate acerca da discriminalização da maconha. A opinião entre eles é que a legalização pode se constituir na principal política de combate ao narcotráfico e na redução de danos aos dependentes químicos. Assista e forme a sua opinião.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Protesto Fora Arruda - Cavalaria parte pra cima de manifestantes (primeiro ataque)

E a polícia de choque do governador do DEM do DF, José Roberto Arruda, pego em flagrante com a "mão na massa", dá o exemplo de "civilidade" do partido de ACM Neto e Paulo Souto, as pérolas do DEM na Bahia.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Chafurnando na lama

E o jornal Correio Braziliense está querendo chafurnar na lama junto com o governador do Distrito Federal José Roberto Arruda (DEM). Contra todos os fatos e evidências, o aristocrático diário da capital do país ainda insiste na expressão “suposto” quando se refere ao mensalão do DEM no DF, conhecido como o escândalo do panetone.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

A "moral" do PSDB

Robson Marinho é mais que um nome, é o código dos segredos tucanos no Tribunal de Contas de São Paulo, órgão que aprova tudo o que o PSDB faz com o dinheiro público do Estado há mais de 12 anos. Marinho chegou à presidência do TCE em 1997; antes coordenou a campanha vitoriosa de Covas e chefiou a Casa Civil do seu governo. Em junho deste ano, a Suíça bloqueou uma conta da qual ele seria o titular. Nela foram feitos depósitos de mais de US$ 1 milhão em propinas pagas pela empresa Alston, em troca de contratos no governo tucano entre 1997 e 2003. Agora seu nome aparece na agenda da Polícia Federal de novo. O guardião das contas tucanas é citado nove vezes nas fichas de propinas pagas pela Camargo Correa. Teria amealhado mais US$ 1.378.732 da empreiteira. No ambiente jurídico Marinho é personagem folclórico de um recorde: em 2001 deu parecer favorável a um contrato entre a Eletropaulo e a Alstom que se notabilizou por ser o mais rápido da história do TCE. O guarda-segredos tucano aprovou em 3 meses um negócio de US$ 6 milhões que normalmente levaria 5 anos para tramitar

Da Carta Maior