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Da spanishrevolution à brazilianrevolution

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Por Bernardo Gutiérrez, via Caros Amigos Muitos amigos brasileiros estão perguntando para mim sobre a spanishrevolution. O mídia mainstream brasileira publicou pouco e entendeu quase nada. Por isso, vou fazer um exercício muito simples para entender a chamada spanishrevolution. Imagina que uma ministra de Cultura (Ana Buarque do Holanda, por exemplo) aprova uma lei sobre direitos de autor da Internet que despreza licenças como Creative Commons, corta liberdades civis na rede e faz o jogo da indústria audiovisual. Um grupo de ativistas digitais cria uma plataforma navoteneles, pedindo para castigar os partidos que aprovaram a lei (imaginemos aqui, PT, PSDB e PMDB). O grupo, indignado com os casos de corrupção, começa fazer ´wikimapas´ feitos em redes com os candidatos corruptos. Depois, milhares de grupos que lutam por causas diferentes entram na luta pedindo uma “democracia real” mais participativa e transparente e outro sistema económico alternativo ao liberalismo. A r...

De Salvador à Praça Tahir; o jornalista baiano que esteve presente na Revolução do Egito

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Em janeiro deste ano o produtor de vídeo, jornalista e cineasta baiano José Carlos Torres esteve na Cidade do Cairo, no Egito, onde acompanhou o levante popular que depôs o ditador Hosni Mubarak do poder. Torres é um cidadão do mundo e pratica um jornalismo independente. Antes, ele já tinha ido à India e ao Tibet, locais onde vivenciou experiências existenciais relatadas num livro-reportagem ainda a ser publicado. Nesta última viagem, o senso de repórter falou mais alto, o que o fez se deslocar da Itália para o olho do furacão, na Praça Tahir. A revolução egípcia foi o primeiro grande movimento de massas do século XXI. Durante aproximadamente uma semana, Torres conviveu com os cidadãos daquele país e procurou ouvir suas inquietações, angústias e esperanças. No decorrer da sua estadia no Cairo, o jornalista se colocou à disposição de uma emissora de televisão baiana para passar informações sobre as manifestações. Ele não cobrou nada por isso e mesmo assim, e para sua surpresa, foi igno...

Honoráveis sabujos. Quais as relações de ACM e Aleluia com a Embaixada dos EUA? O País quer saber

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O falecido ex-senador Antônio Carlos Magalhães e o candidato derrotado ao Senado nas últimas eleições, o ex-deputado federal José Carlos Aleluia, ambos do DEM da Bahia, foram, até o momento, os dois últimos personagens brasileiros a figurarem no WikiLeaks. O site do jornalista australiano Julian Assange informa que os políticos baianos tiveram encontros com um representante da embaixada dos EUA à época da campanha à Presidência de 2006.  Segundo nota veiculada pelo jornalista Levi Vasconcelos no jornal A Tarde, na conversa com o diplomata Aleluia se mostrou frustrado com a iminente vitória de Lula naquele ano, enquanto que ACM previa dificuldades para o presidente porque ele teria minoria no Senado. Mais: no diálogo, ACM disse ao norte-americano que “a oposição pode ter perdido uma oportunidade de impeachmar Lula em seu primeiro mandato, mas tentará no segundo”. A prestação de contas dos dois udenistas ao funcionário dos EUA não revela nada de extraordinário, mas confirma a ...

Homenagem a Marighella na Paralela!

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 Em dezembro próximo se comemora o centenário de um dos maiores patriotas que o Brasil já conheceu, Carlos Marighella. Vamos lhe render justa homenagem com um monumento na Avenida Paralela, aqui em Salvador. É o que propõe este blog. Político, líder revolucionário, poeta, humanista e aguerrido combatente pela liberdade, Marighella nasceu em Salvador no dia 15 de dezembro de 1911. Filho de operário imigrante italiano e uma descendente de escravos sudaneses haussá, o ex-militante do Partido Comunista do Brasil - o então PCB - combateu tenazmente os regimes de força que se instalaram no país. Nos anos 30 e 40 lutou contra o Estado Novo de Vargas, quando foi preso e torturado diversas vezes. Com a redemocratização, em 1946, se elegeu deputado federal pelo PCB. Posteriormente, enfrentou o golpe de 1964 e a ditadura, já como militante da Aliança Libertadora Nacional (ALN). Marighella foi assassinado na noite de 4 de novembro de 1969, surpreendido por uma emboscada dos agentes do DOPS, na...

Bye bye Mubarak

Bye Bye Mubarak from Ramy Rizkallah on Vimeo . Vídeo do cineasta egípcio Ramy Rizkallah sobre a celebração nas ruas do Cairo em torno da queda de Mubarak. Fonte: El Pais.

Porque a Comissão da Verdade tem que fazer o seu trabalho

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O jornal Folha de São Paulo adjetivou a ditadura militar no Brasil de "ditabranda". Durante a última campanha presidencial, o Plano Nacional de Direitos Humanos III foi violentamente atacado pelas oposições, sobretudo as de tendência fascista que se encontravam ombradas à candidatura de José Serra. Vejam este documentário, produzido em 1971 com exilados brasileiros, e tirem suas próprias conclusões.    

A mídia e as "ditaduras amigas"

Reproduzo artigo de Ignacio Ramonet, publicado no sítio Carta Maior : Uma ditadura na Tunísia? No Egito, uma ditadura? Vendo os meios de comunicação se esbaldarem com a palavra “ditadura” aplicada a Tunísia de Bem Alí e ao Egito de Moubarak, os franceses devem estar se perguntando se entenderam ou leram bem. Esses mesmos meios de comunicação e esses mesmos jornalistas não insistiram durante décadas que esses dois “países amigos” eram “Estados moderados”? A horrível palavra “ditadura” não estava exclusivamente reservada no mundo árabe muçulmano (depois da destruição da “espantosa tirania” de Saddam Hussein no Iraque) ao regime iraniano? Como? Havia então outras ditaduras na região? E isso foi ocultado pelos meios de comunicação de nossa exemplar democracia? Eis aqui, em todo caso, um primeiro abrir de olhos que devemos ao rebelde povo da Tunísia. Sua prodigiosa vitória liberou os europeus da “retórica hipócrita de ocultamento” em vigor em nossas chancelarias e em nossa mí...