Falta do que fazer, Heraldo?

Falta do que fazer misturada à inépcia política e um saudosismo digno de viúva. Talvez seja a explicação para a proposta do deputado estadual Heraldo Rocha (DEM) em dar o nome do Centro Administrativo da Bahia ao seu senhor, o falecido senador Antonio Carlos Magalhães. Se já não bastasse avenidas e monumentos com o nome do “chefe” e de familiares espalhadas pelo estado, agora o bom vassalo Heraldo busca atrair atenção da mídia com esse projeto pra lá de estapafúrdio. Talvez uma necessidade de paternidade mal resolvida, quem sabe? Ou a urgência de um processo terapêutico mais profundo para o parlamentar-médico? Sempre subserviente e desprovido de qualquer personalidade política, ventríloquo ridículo do amo, Heraldo, há quem diga, talvez não esteja se adaptando à condição de político sem rumo, até porque pode ter ficado um espaço demasiado vazio na sua existência pública. A saída então para o triste anonimato do deputado é brincar de bolar tolices e se lembrar do tempo que a Bahia tinha dono.

Comentários

Cleber disse…
No tempo do solerte vivo, aproximadamente 15 logradouros públicos em Salvador tinham seu nome. O Heraldo parece querer justificar infrações anteriores. Daqui a alguns dias aparecerá uma proposta de mudança de nome do Estado: Bahia "daquele ex-dono".

[]´s, Zeca!
Ricardinho disse…
Talvez venha deste a idéia da confecção dos adesivos que andam estampando carros por todo o estado com a seguinte frase: "ACM- QUANTA SAUDADE".
E não pense que acaba por ai!

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