Um soco no estômago








Despercebido propositadamente pela grande mídia, o discurso de posse do governador do Paraná Roberto Requião se constituiu em momento único entre aqueles que assumiram os governos estaduais no último dia primeiro de janeiro. Um soco no estômago, e bem aplicado. Um dos candidatos mais bombardeados e maltratados pela imprensa dos poderosos nas últimas eleições, Requião não mediu palavras para apontar o reacionarismo político malfazejo daqueles que sempre viram o país como um quintal para os seus negócios. Apontando-os, afirmou: “estavam todos lá”, numa referência à trincheira adversária, principalmente àqueles “que viveram durante tanto tempo às expensas das verbas públicas e comercializaram suas opiniões. Os que fizeram da liberdade de imprensa um negócio muito próprio e muito próspero”. Mas a estocada não parou por aí. Expôs as vísceras de um país cujas elites nunca se preocuparam em trabalhar um projeto de desenvolvimento nacional e hoje exigem a diminuição do Estado para angariar espaços cujo intento só é o lucro. “Desmontaram o Estado, diminuíram-no, enfraqueceram-no. Afinal, para os neoliberais a existência do Estado justifica-se à medida que sirva ao mercado. E todas as políticas públicas são desperdícios de recursos (...) O risco brasileiro é falta de dinheiro para saúde, educação, segurança, infra-estrutura, geração de empregos, má distribuição de renda”. Uma bela peça de militância política. Clique aqui para ler na íntegra.

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